Salários dos professores da rede pública preocupam o novo governador

da redação

Equipe de Rodrigo Rollemberg vê risco de utilizar orçamento
de 2015 para assegurar pagamento em janeiro. TCDF emite alerta

O futuro governador Rodrigo Rollemberg (PSB) declarou,
ontem, que deve usar recursos do orçamento de 2015 para pagar, em 5 de janeiro,
os salários dos professores da rede pública referentes a dezembro deste ano,
mais a antecipação de férias e o abono. Ele teme que o atual governo não deixe
dinheiro em caixa para o valor referente ao último mês de 2014, período que
ainda faz parte do mandato de Agnelo Queiroz (PT). O socialista disse estar
atento à questão, pois o fato pode comprometer o calendário escolar do próximo
ano. “Temos que lembrar que dia 1º é feriado, enquanto 3 e 4 não são dias
úteis. O salário tem de estar na conta do professor em 5 de janeiro, para ele sair
de férias e conseguir voltar em 4 de fevereiro em tempo de começar as
atividades”, explicou durante reunião com a equipe de transição de governo.

O sinal de alerta foi dado. Se não cuidar das contas e não
fechar a matemática dos gastos com pagamento de servidores, o Governo do
Distrito Federal (GDF) não conseguirá fugir do arrocho previsto pela Lei de
Responsabilidade Fiscal (LRF). A tarefa, ao que tudo indica, ficará para o
próximo chefe do Executivo. A futura administração terá pela frente a tarefa de
controlar a crescente folha de pagamento, que desde o início do ano compromete
mais da metade da arrecadação local.

Em janeiro, 64,98% do dinheiro do GDF destinou-se a
pagamento de servidores. O gasto saltou para 92,79% no mês passado, como o
Correio mostrou na edição de ontem. O Tribunal de Contas do DF (TCDF) alertou o
governador, Agnelo Queiroz (PT), sobre os cuidados com o limite prudencial.

Na manhã de ontem, o governo começou a tomar providências
para ajustar o caixa. Há dias enfrentando problemas, como greve no transporte e
suspensão da coleta de lixo, Agnelo se reuniu com o ministro interino da
Fazenda, Arno Augustin, para cobrar repasse de R$ 625 milhões da área de
Previdência. O valor ainda será analisado pelo Tesouro Nacional, mas, se
autorizado, significaria uma ajuda de custo ao GDF na reta final de governo.
Mesmo que o dinheiro seja liberado, não haverá impacto nos limites
estabelecidos pela LRF para gastos com pessoal. Fonte correio

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