“Depoimento foi por gentileza”: Mourão se defende e nega pressão de Bolsonaro após citação em plano golpista

O ex-vice-presidente Hamilton Mourão rebateu as apurações do Supremo Tribunal Federal (STF) que investigam uma suposta tentativa de golpe de Estado por parte do ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados. Em declaração nesta quarta-feira (5), Mourão afirmou que prestou depoimento à Justiça como “um gesto de gentileza” a Bolsonaro e garantiu que falou a verdade.

A fala veio após o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) citar o nome de Mourão ao comentar os desdobramentos da investigação da Polícia Federal (PF), que indicam a participação ativa de Bolsonaro em reuniões para planejar a não posse de Luiz Inácio Lula da Silva. Mourão foi categórico: “Fui ouvido como testemunha e não tenho envolvimento com qualquer plano irregular. Não sofri qualquer tipo de pressão por parte do então presidente.”

Na terça-feira (4), o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, levantou o sigilo de depoimentos de ex-comandantes das Forças Armadas e ministros do governo Bolsonaro. Os relatos reforçam a linha de investigação da PF sobre articulações golpistas dentro do Palácio do Planalto, inclusive com menções a propostas extremas como o assassinato de autoridades, incluindo o presidente Lula, seu vice Geraldo Alckmin e o próprio Moraes.

Lindbergh classificou as revelações como “estarrecedoras” e cobrou urgência na responsabilização dos envolvidos. “Não há mais espaço para conivência com militares que se envolvem em política. A democracia precisa ser protegida com firmeza”, declarou o parlamentar, que também defendeu uma reforma constitucional para afastar de vez os militares da vida política institucional.

O caso segue em análise pelo STF, com a expectativa de novos desdobramentos nos próximos dias. A pressão por responsabilizações rápidas cresce tanto no Congresso quanto entre integrantes do Judiciário. ValdivinodeoliveiraDRT001423/GO fotodivulgaçao

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