🐊 “ALCATRAZ DOS JACARÉS”: TRUMP INAUGURA POLÊMICO CENTRO DE DETENÇÃO EM PÂNTANO NA FLÓRIDA

Remota y rodeada de caimanes: así es 'Alligator Alcatraz', la cárcel para migrantes que Trump

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, inaugurou nesta terça-feira (1º) uma controversa instalação para deter imigrantes ilegais no sul da Flórida. O centro, informalmente apelidado de “Alcatraz dos Jacarés”, foi construído em meio aos pântanos dos Everglades, em uma área remota e cercada por cerca de 200 mil jacarés — que, segundo Trump, funcionariam como uma espécie de “segurança natural”.

“Você tem muitos jacarés que funcionam como guardas, nem precisa pagar”, ironizou o ex-presidente durante a cerimônia, em tom que gerou críticas de entidades de direitos humanos e organizações de imigração.
O centro foi erguido no antigo aeroporto de treinamento Dade-Collier, a cerca de 70 km de Miami, e tem capacidade para abrigar até 5 mil imigrantes ilegais que tenham cometido crimes nos EUA, segundo a Casa Branca. A estrutura provisória conta com tendas e contêineres equipados com ar-condicionado, energia, esgoto e água potável — tudo construído em apenas oito dias.

A proposta da instalação é funcionar como um ponto de detenção temporária, com a promessa de acelerar audiências com juízes de imigração e facilitar deportações. A localização remota, no entanto, levanta preocupações quanto às condições de detenção, riscos ambientais e a própria segurança dos detidos.
Especialistas e opositores classificam a medida como desumana e simbólica de uma política de imigração cada vez mais radical. “Usar jacarés como barreira de fuga não é uma política de Estado, é uma cena de filme de terror”, afirmou um ativista da ACLU (União Americana pelas Liberdades Civis).
A criação do chamado “Alcatraz dos Jacarés” escancara o uso de símbolos extremos na política migratória norte-americana. Transformar um centro de detenção em espetáculo midiático, com jacarés como “guardiões naturais”, não apenas banaliza o sofrimento de milhares de imigrantes, como também reforça uma retórica de exclusão e desumanização. O que deveria ser tratado com responsabilidade e respeito aos direitos humanos acaba sendo usado como palco para ironias e populismo — em pleno pântano.ValdivinodeoliveiraDRT001423/GO

Últimas notícias