da redação
O resultado desses julgamentos pode alterar a composição das
bancadas na Câmara dos Deputados e nas assembleias estaduais
O fim das eleições no último domingo deu início a uma nova
rodada eleitoral. A partir de agora, está nas mãos do Tribunal Superior
Eleitoral (TSE) analisar parte dos 2,6 milhões de votos dos 624 candidatos com
registros indeferidos (com recursos). São casos como o do deputado federal
Paulo Maluf (PP-SP), dono do apoio de 250 mil eleitores, que dão à Justiça o
poder de decidir o futuro desses concorrentes, numa prorrogação das eleições.
Dos 10 indeferidos mais bem votados, seis conquistaram o mandato nas urnas.
Caso a votação seja confirmada, seriam alteradas as composições das bancadas de
São Paulo, do Maranhão e de Sergipe na Câmara dos Deputados, além da
distribuição de cadeiras na Assembleia Estadual de São Paulo.
Apesar de terem visto os rostos estampados nas urnas
eletrônicas, os candidatos do exército dos indeferidos (veja quadro) terão de
aguardar uma posição definitiva do tribunal para ter direito à posse. Alguns
ainda nem tiveram a primeira decisão, dos Tribunais Regionais Eleitorais
(TREs), julgada. Passadas as eleições, o Brasil acumula 2,6 milhões de votos
nem sequer contabilizados.
Em entrevista, o presidente do TSE, ministro Dias Toffoli,
defendeu que os votos associados a candidatos indeferidos sejam considerados
nulos. “Daqueles que estão com o registro indeferido, os votos a eles dados
ficam arquivados. Enquanto não forem providos os recursos, esses votos são considerados
nulos. Caso sejam providos os recursos para esses candidatos, aí sim esses
números de votos recebidos aparecerão”, explicou Toffoli, antes mesmo de os
votos serem registrados no primeiro turno.
Fonte:Correio Braziliense
