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| foto:Extra |
O goleiro Bruno Fernandes teve habeas corpus revogado
pelo STF
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta
terça-feira (25/04), pelo retorno do goleiro Bruno Fernandes à prisão. A
maioria dos ministros da casa votou contra o habeas corpus que garantia a
liberdade do jogador. A decisão foi tomada por três votos a um. Marco Aurélio
Mello, que concedeu, em fevereiro deste ano, a liberdade do jogador, foi o
único voto a favor. Alexandre de Moraes, Luiz Fux e Rosa Weber votaram para que
Bruno retorne à prisão.
O ministro Luís Roberto Barroso não participou da
votação. Bruno foi condenado pelo assassinato da ex-amante Eliza Samudio, em
2010, e estava solto desde 24 de fevereiro, por decisão do ministro Marco
Aurélio Mello.
Na semana passada, o procurador-geral da República,
Rodrigo Janot, encaminhou ao STF um parecer pedindo a revogação da decisão que
libertou Bruno. Desde que teve liberdade concedida, o jogador estava atuando no
clube Boa Esporte, de Minas Gerais. O advogado do jogador Luan Veloso, ao saber
da decisão afirmou que irá se reunir com o restante da defesa para definir a
estratégia a partir de agora.
– “Jesus – exclamou
o advogado quando soube da decisão – Isso não estava nos nossos planos. Vou
conversar com o Lúcio Adolfo para ver o que faremos. Mas não tenho o que
comentar nesse momento” – disse.
Lúcio Adolfo, o outro advogado do jogador, não atendeu às
ligações. Nesta segunda-feira, ele comentou a possibilidade de retorno de Bruno
à prisão. O advogado disse que o jogador estava “apreensivo”, mas
confiante no resultado.
— “Não acredito
nessa possibilidade. O Ministro Marco Aurélio Mello concedeu a medida liminar,
que é algo muito dificil. O Bruno está trabalhando, não esta na gandaia, não
fala mal de ninguém. Ele está calmo e tranquilo. Está apreensivo, mas confia no
Judiciário. Caso isso aconteça, vamos apresentá-lo e recorrer no que for
preciso” — disse o advogado.
A defesa de Bruno também comentou as críticas de Rodrigo
Janot à equipe. O procurador refutou a tese da defesa sobre a demora do
julgamento de um recurso no Tribunal de Justiça de Minas Gerais enquanto o
goleiro estava preso.
— “Não é
absolutamente verdade. Quando um advogado demora pra entregar o processo, o
juiz manda ir lá e buscá-lo. Ele não tem o que falar sobre isso. Se o processo
atrasou, não foi culpa da defesa” — declarou.
Bruno foi condenado pelo assassinato de Eliza Samudio em
março de 2013. A pena foi de 22 anos e três meses de prisão. Mas como até
fevereiro passado ainda não havia confirmação ainda da condenação na segunda
instância, Marco Aurélio determinou que ele tivesse o direito de recorrer em
liberdade.
Na ocasião, o ministro foi duramente criticado por
conceder liberdade ao goleiro. Em entrevista ao jornal ‘O GLOBO’, Marco Aurélio
Mello disse que a decisão “não foi politicamente correta”.
– “Nem sempre nós
concebemos harmonia com os anseios sociais. Às vezes, o Supremo tem que ser
contra majoritário. É função dele tornar prevalecente a ordem jurídica, e foi o
que eu fiz. Claro que a minha posição não foi politicamente correta”.
(Extra)
