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“Se for necessário serei candidato,
para ganhar as eleições de um fascista que se chama Bolsonaro, um genocida, por
ser o maior responsável pelo caos na pandemia”, afirmou. Lula ainda disse que
“não necessariamente será o candidato do Partido dos Trabalhadores”.
“Foi uma mentira muito grande, mas
meus advogados provaram que era uma farsa. O juiz mentiu, os procuradores
mentiram, a Polícia Federal mentiu, porque tinham que me tirar da disputa
eleitoral. Mas estou pronto para a briga”, completou.
Apesar da decisão do STF, ainda está
em aberto se as quatro ações penais que miram Lula (do tríplex do Guarujá, do
sitio de Atibaia e duas sobre o Instituto Lula) vão ser encaminhadas para a
Justiça Federal do DF ou de São Paulo, onde serão retomadas e ganharão uma
‘nova vida’. O julgamento será retomado na próxima quinta-feira, quando o
plenário vai analisar um outro ponto delicado: se a suspeição do ex-juiz
federal Sérgio Moro vai ser arquivada ou não.
Pelo raciocínio de Fachin, se a
condenação que Moro impôs a Lula na ação do tríplex do Guarujá não existe mais,
não faz mais sentido discutir a atuação do ex-juiz federal no caso. Mesmo
assim, a Segunda Turma decidiu, no mês passado, por 3 a 2, declarar Moro
parcial no caso. Agora, a palavra final será do plenário, que deve se dividir
sobre o tema.
A suspeição de Moro é uma
questão-chave para o futuro da Lava Jato e de Lula, porque os ministros vão
decidir se as provas coletadas pelo ex-magistrado serão reaproveitadas ou não
pelo futuro juiz que assumir os casos do ex-presidente. Um dos temores de
investigadores é a de que, com a declaração de parcialidade de Moro, haja um
efeito cascata, contaminando outros processos da Lava Jato nos quais Moro
atuou. Se for mantida a suspeição de Moro, as ações terão de voltar à estaca
zero.
(Estadão)
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