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| foto: DM |
Três
deputados goianos votaram pela rejeição da denúncia contra Michel Temer na
Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados nesta
quinta-feira, 13: Thiago Peixoto (PSD), Magda Mofatto (PR) e Daniel Vilela
(PMDB).
O deputado Fábio Sousa (PSDB) votou pelo
recebimento da denúncia contra o presidente, suspeito de praticar crime na
presidência.
Tanto Thiago Peixoto quanto Mofatto e Vilela
votaram pelo afastamento de Dilma Rousseff, em 2016, quando ela sofreu processo
de impeachmnet. Os casos de Dilma e Temer são diferentes, pois o presidente
atual é suspeito de praticar um crime e foi denunciado por corrupção; no
processo a que foi submetida não foi imputado ilícito penal contra Dilma.
O voto dos deputados goianos foi decisivo para
a vitória de Michel Temer, que evita ser processado e condenado pelo Supremo
Tribunal Federal (STF).
Michel Temer é o primeiro presidente a ser
processado em seu cargo pela prática de crime. Ele foi citado por Joesley
Batista no episódio em que o ex-deputado federal Rocha Loures carregava uma
mala de R$ 500 mil.
Ao contrário de Fábio Sousa, os deputados
Mofatto, Thiago e Vilela aprovaram o arquivamento da denúncia. Ou seja: não
querem que Michel Temer seja investigado pela prática de crime.
O procurador-geral da República, Rodrigo
Janot, apresentou no final do mês passado, dia 26, ao STF denúncia criminal
contra o presidente Michel Temer (PMDB) e contra seu ex-assessor e ex-deputado
federal Rodrigo Rocha Loures.
A votação na comissão da Câmara ocorreu após
os partidos retirarem deputados que votariam pelo recebimento da denúncia, caso
do deputado federal Delegado Waldir (PR), que denunciou nacionalmente esquema
de que cada deputado receberia R$ 8 milhões em emendas para apoiar Temer na
CCJ.
As emendas são usadas para diversas
finalidades nos estados dos parlamentares.
Os deputados Thiago Peixoto e Magda Mofatto
devem tentar a reeleição para a Câmara dos Deputados no próximo ano. Já Vilela
pretende concorrer ao Governo de Goiás em 2018.
Os dois primeiros terão dificuldades em
retornar para o legislativo. Enquanto Thiago tem reduzido o número de votos a
cada disputa, Magda tem problemas com a Justiça. Ela foi condenada por ato de
improbidade à frente da Prefeitura de Caldas Novas em abril deste ano.
No ano anterior, Magda teve suspenso seus
direitos políticos por 10 anos por suspeita de outras irregularidades quando
exerceu cargo de chefe de Poder Executivo.
A parlamentar chegou a colocar o nome para
disputar o Senado Federal, mas sem a repercussão que desejava é possível que
tente a reeleição. Ela é uma das principais defensoras da regulamentação de
jogos e cassinos no Congresso Nacional.
Em 2014, Thiago Peixoto foi eleito com 79.666
votos – uma das menores votações dentre os eleitos. Na eleição anterior, em
2010, ele conseguiu 90.719 votos. O político foi secretário de Educação e
de Gestão e Planejamento do Estado de Goiás. Não exerceu seu mandato
plenamente em nenhuma das vezes quer foi eleito para o parlamento federal.
(Por
Moisés Tavares/redação JAL)
