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“Quero
deixar claro que à medida que Pazuello divagava e não respondia o que era especificamente
perguntado, ele procurava encobrir algumas verdades”, disse.
Calheiros
classificou a estratégia do general de “burrice inominável”. “Não dá para,
permanentemente, encobrir essas verdades. Chegou a negar o que falou
publicamente. Acho que foi de uma burrice inominável”, disparou.
Aos jornalistas, antes de
entrar para a segunda parte do depoimento do ex-ministro, o senador disse que
Pazuello “bateu recorde” de mentiras no colegiado. Ele prometeu anunciar, na
sessão, quantas mentiras teriam sido supostamente contadas pelo depoente.
O relator
descartou a possibilidade da CPI promover acareações entre os depoentes. O
procedimento consiste na confrontação de duas ou mais testemunhas entre si e
ocorre quando os depoimentos são considerados pouco esclarecedores.
“Se
fossemos fazer acareação, precisaremos fazer mais de 12, 13 acareações. Só
faríamos isso”, explicou defendendo que o procedimento seria pouco produtivo
para o colegiado.
Pazuello é o oitavo depoente
do colegiado. Ele chegou a ser ouvido nessa quarta (19/5), mas em função do
alongamento da oitiva, a sessão foi suspensa e remarcada para esta quinta
(20/5). Antes deles, os senadores ouviram os ex-ministros Luiz Henrique
Mandetta e Nelson Teich e atual chefe da Saúde, Marcelo Queiroga.
O ex-chanceler Ernesto
Araújo, o gerente-geral da Pfizer para a América Latina, Carlos Murillo, o
ex-secretário de Comunicação da Presidência Fabio Wajngarten e o presidente da
Anvisa, Antonio Barra Torres, também prestaram depoimento.
A CPI da Covid-19 tem o
objetivo de investigar as ações e omissões do governo federal no enfrentamento
à pandemia e, em especial, no agravamento da crise sanitária no Amazonas com a
ausência de oxigênio, além de apurar possíveis irregularidades em repasses
federais a estados e municípios.
(Metrópoles) www.jornalaguaslindas.com.br
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