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“Eu acho
que o ministro Mandetta fez um depoimento consequente, produtivo e além da
expectativa. Recheado de informações, números. Sua presença na Comissão
Parlamentar de Inquérito vai ajudar muito na investigação”, declarou Renan,
após a oitiva, que durou cerca de 8 horas.
“Sobre a
ausência do ministro Pazuello, isso caracteriza perda e ganho. Perda porque só
vamos ouvi-lo no dia 19 e ganho porque parece que vai haver uma conversão: ele
quer depor remotamente, agora, para evitar aglomeração”, ironizou o relator.
Pazuello
alegou ter tido contato com dois servidores infectados com a Covid-19 e pediu para prestar depoimento no formato remoto ou em
outra data. A CPI optou pela segunda opção, daqui a duas semanas.
O
vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues, seguiu a mesma linha de Renan
Calheiros sobre Mandetta. “Foi uma contribuição fundamental, começamos bem a
CPI. Ele apresentou uma ordem cronológica e o conflito da ciência, que o
ministério queria adotar, e a incompatibilidade com o comando paralelo vindo do
Palácio do Planalto”, disse.
Mandetta foi o primeiro
ministro da Saúde durante a pandemia de Covid-19. O depoimento do sucessor de
Mandetta, Nelson Teich, ficou para essa quarta-feira (5/5) e o de Eduardo
Pazuello foi transferido para o próximo dia 19 de maio. Pazuello alegou ter
tido contato com pessoas infectadas.
O atual ministro da Saúde,
Marcelo Queiroga, e o diretor-presidente da Agencia Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa), Antônio Barra Torres, prestam depoimento na quinta-feira
(6/5). Todos foram convocados na condição de testemunhas.
A CPI da Covid-19 tem o
objetivo de investigar as ações e omissões do governo federal no enfrentamento
à pandemia de Covid-19 e, em especial, no agravamento da crise sanitária no
Amazonas com a ausência de oxigênio, além de possíveis irregularidades em
repasses federais a estados e municípios.
(Metrópoles) www.jornalaguaslindas.com.br
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