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Recuperação econômica no Goiás em maio no Setor de Serviços

Indústria
e comércio também aceleram e Goiás já apresenta indicadores que antecedem a
pandemia, indica IBGE

Foto Embu das Artes

Após 14 meses de crise sanitária,
todos os setores goianos mais prejudicados pela pandemia da Covid-19 já
apresentam crescimento superior ao período pré-pandêmico. É o que revelam os
dados referentes ao mês de maio divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE).

 

A atividade mais prejudicada, em
Goiás, no período, os serviços, apresentou, em maio, crescimento de 4,2%,
comparado com o mês de abril, o que corresponde a 3% superior à média nacional,
que fechou em 1,2%. As informações constam na Pesquisa Mensal de Serviços (PMS)
do IBGE atualizada nesta terça-feira (13/07).

 

Esse percentual coloca o Estado em
quinto lugar nacional – junto com o Rio Grande do Norte que apresentou o mesmo
indicador – atrás apenas de Alagoas, que lidera o ranking do crescimento de
volume de serviços, com alta 10%; seguido da Bahia com 8,6%; Amapá (7,8%); e
Sergipe (4,7%).

 

Ainda de acordo com o IBGE, comparado
com o mesmo mês do ano passado, o crescimento do setor foi de 27,2%, o que
também garante uma alta de arrecadação das receitas nominais de 27,7%.

 

Os serviços prestados às famílias
foram os principais responsáveis pelo expressivo crescimento, com alta de
159,1%. Os serviços profissionais, administrativos e complementares também
apresentaram alta (39,3%); que foi acompanhada pelos transportes, serviços
auxiliares aos transportes e correios (20,2%); serviços de informação e
comunicação (7,8%) e outros serviços (4,6%).

 

Para o governador Ronaldo Caiado, a
geração de empregos vai contribuir com a recuperação econômica. “Eu sempre
defendi a tese de que não existe melhor política social no mundo que não seja o
emprego. É a única que resolve a todos os problemas”, afirma.

 

José Vitti, titular da Secretaria de
Indústria, Comércio e Serviços, analisou os números avaliados pelo IBGE e disse
que Goiás está no caminho para sair em definitivo da crise, com aumento dos
empregos formais, crescimento da indústria e agora a forte reação dos setores
de serviços e comércio. “As ações do governo para fortalecer a economia goiana
mostram resultados importantes na ponta, onde está o trabalhador que precisa do
emprego e da renda”, comentou Vitti.

 

Outros setores

A indústria goiana apresentou no mês de maio o maior crescimento do país, com
alta de 4,8% comparado com abril. De acordo com a Pesquisa Mensal Industrial, a
indústria automobilística foi a principal atividade para o Estado liderar o
ranking brasileiro do setor, com crescimento de 693%.

 

A atração de indústrias que fabricam
produtos minerais não-metálicos, que apresentou alta na produção de 19,6%
também colaborou para a aceleração da indústria goiana no mês. Alta essa
acompanhada pelas indústrias de produtos químicos e extrativista com 19,6% e
7,6% de crescimento, respectivamente.

 

Já o comércio, que também foi
fortemente afetado pela pandemia da Covid-19, apresentou alta de 10,7% em maio
comparado com o mesmo mês do ano passado. Segundo a Pesquisa Mensal de
Comércio, esse crescimento garantiu que a receita nominal do setor alavancasse
em 26,4%.

 

 

(SIC/GO) www.jornalaguaslindas.com.br

 

 

 

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