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Rebeca Andrade medalha de prata

Rebeca faz boa apresentação no
solo, mas sai duas vezes do tablado e fica com 13.666 e a segunda colocação no
geral

Foto Terra

O sorriso de Rebeca Andrade logo após
o primeiro salto que abriu sua participação na final do individual geral da
ginástica artística já dizia como seria aquela disputa. Ela começou brilhando e
terminou como vice-campeã olímpica nos Jogos de Tóquio na maior façanha de uma
ginasta brasileira na história.

 

A paulista de Guarulhos, de 22 anos,
pareceu não ter sentido a pressão por um bom desempenho, que aumentou depois de
a favorita Simone Biles desistir de competir para cuidar de sua saúde mental.
Mesmo sem a melhor ginasta da atualidade na disputa, Rebeca deu um show de
talento e conquistou um resultado histórico no Centro de Ginástica de Ariake.

 

A brasileira, que nos Jogos do Rio
tinha ficado na 11ª posição no individual geral, totalizou 57.298 pontos na
soma dos quatro aparelhos, ficando na segunda posição. A medalha de ouro ficou
com Sunisa Lee, dos Estados Unidos, e o bronze com Angelina Melnikova, do
Comitê Olímpico Russo. Rebeca ainda vai atrás de mais dois pódios no Japão
porque está nas finais de salto e do solo. E o ouro só não veio por causa de
dois erros no solo, sua especialidade.

 

O resultado coroa uma atleta que
sempre foi muito talentosa, mas teve problemas de lesão que a tiraram de
eventos importantes. Mas agora, bem fisicamente, mostrou ao mundo suas
qualidades e ganhou aplausos ao se apresentar no salto, barras assimétricas,
trave e no solo ao som instrumental de “Baile de Favela”.

 

Rebeca poderia ter tido uma projeção
maior antes não fossem as graves lesões que sofreu. Em 2019 ela foi submetida a
uma terceira cirurgia no joelho direito (ligamento cruzado anterior) que a
deixou fora do Mundial. Por causa de uma lesão idêntica dois anos antes, ela
também perdeu o Mundial e os Jogos Pan-Americanos de Lima.

 

Por causa da pandemia de covid-19,
veio o adiamento para os Jogos de Tóquio e isso para ela foi bom, porque ela
pôde se recuperar ainda mais da lesão e ganhar ritmo de competição. Acabou se
classificando para a Olimpíada no Campeonato Pan-Americano, realizado no Rio,
mostrando séries boas nos aparelhos.

 

Rebeca começou na ginástica artística
em Guarulhos. Sua tia estava trabalhando no Ginásio Bonifácio Cardoso e
descobriu que haveria um teste. A mãe da garota permitiu que ela fizesse o
teste e foi aprovada logo quando tinha 4 anos. Por ser forte e veloz, logo
mostrou que tinha aptidão para aquilo.

 

Ela treinou por cinco
anos lá, entre 2005 e 2010. Mas passou por muitas dificuldades. De família
humilde, muitas vezes não tinha como ir até o local para treinar. A mãe
trabalhava como empregada doméstica para cuidar dos oito filhos. Mas desde o
início ela recebeu bastante ajuda, tanto dos treinadores quanto dos familiares.

 

 

 

 

(J.Br) www.jornalaguaslindas.com.br

 

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