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A Polícia Federal deflagrou na manhã
desta quarta-feira (24/05), uma operação para desmantelar uma quadrilha
liderada pelo traficante Luiz Fernando da Costa, conhecido Fernandinho
Beira-Mar, que atuava no tráfico de drogas e na lavagem de dinheiro. Segundo a
PF, o grupo movimentou valores superiores a R$ 9 milhões, com ordens recebidas
pela troca de bilhetes de dentro do presídio.
Estão sendo cumpridos 22 mandados de prisão preventiva, 13
de prisão temporária, 27 de condução coercitiva, 85 de busca e apreensão, além
de diversas outras medidas cautelares, incluindo-se o bloqueio de valores que
somados chegam a R$ 9 milhões de reais depositados em 51 contas bancárias e
suspensão de atividades comerciais de 9 empresas. As medidas da 3ª Vara Federal
estão sendo cumpridas em Rondônia, no Rio de Janeiro, Paraíba, Ceará, Mato
Grosso do Sul e Distrito Federal.
As investigações se iniciaram há cerca de um ano com a
apreensão de um bilhete picotado em uma marmita, encontrado por Agentes
Federais de Execução Penal na Penitenciária Federal de Porto Velho/RO. Após a
reconstituição e exame grafotécnico, atestou-se ter sido escrito pelo líder da
quadrilha, preso naquela unidade. Pelo documento, foi possível identificar
ordens a outros integrantes do grupo que se encontravam em liberdade.
Foram apreendidos cerca de 50 bilhetes redigidos ou
endereçados ao interno que eram entregues por um esquema altamente elaborado e
sofisticado para a transmissão de seus recados. Não há sequer indícios, ao
longo de toda a investigação, de participação ou facilitação por parte dos
Agentes Federais de Execução Penal lotados no Presídio Federal de Porto
Velho/RO ou demais servidores públicos envolvidos.
Para tentar comprovar a origem dos rendimentos, foi
montado um forte esquema de lavagem de capitais por meio de empresas de fachada
e estabelecimentos comerciais, sobretudo casas de shows e bares, além de
aquisições e reformas imobiliárias. Estima-se que a organização chegue a
movimentar mensalmente valores superiores a R$ 1 milhão, em razão das atividades
ilícitas desempenhadas, sendo identificados preliminarmente bens pertencentes
ao grupo avaliados em aproximadamente R$ 30 milhões.
Os presos preventivamente em outros Estados da Federação
serão levados para o Estado de Rondônia, sendo determinada a transferência
imediata do líder e do comparsa responsável pela saída e entrada dos bilhetes
para outra unidade do Sistema Penitenciário Federal e a inclusão emergencial de
alguns integrantes na Penitenciária Federal de Porto Velho, como forma de
desarticular a organização criminosa.
(Mais Goiás)
