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Pacheco afirmou que, para a
CPI ser prorrogada já na próxima semana, seria necessário que o Congresso
Nacional não aprovasse a LDO até 17 de julho, quando se inicia o recesso
legislativo. Segundo o presidente, em caso de aprovação da matéria, a CPI da
Covid precisará suspender os trabalhos e retomá-lo após o intervalo, estando
impedida de operar durante as férias.
Ocorre, no entanto, que,
caso a LDO não avance, o Congresso adotará o “recesso branco”, uma espécie de
férias informais que permitiria aos senadores da comissão continuarem
trabalhando.
“Em relação ao recesso, isso
advém de uma obrigatoriedade da Constituição. Não é a vontade do senador ou a
vontade da CPI que imporá se haverá recesso ou não. O recesso acontecerá por
obrigação constitucional”, explicou Pacheco.
“O requerimento
de prorrogação, tendo os requisitos, será lido no plenário a tempo de dar
solução de continuidade da CPI. Não é condição da presidência interromper os
trabalhos da CPI”, continuou.
Durante a
sessão desta sexta, o relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), mandou um
recado a Pacheco e cobrou apoio do presidente da Casa aos trabalhos do
colegiado.
O senador
disse que a comissão não tem o apoio explícito de Rodrigo Pacheco. “Temos tidos
dificuldades no encaminhamento das demandas, não da CPI, mas da própria
investigação”, disse.
Calheiros ainda fez um
“apelo” a ele: “Apelo ao presidente do Senado para que, definitivamente, apoie
os trabalhos, porque nós vamos adiante”.
Após a fala de Calheiros,
Pacheco reagiu e defendeu que “não considera justa” a manifestação do relator.
“A CPI,
como órgão do Senado, recebeu todo o meu apoio, inclusive material. Não há, de
minha parte, qualquer interferência, eu não me permito interferir. Acredito que
é um bom préstimo que faço para que a CPI cumpra seu papel, de maneira isenta,
porém respeitosa. Espero que o resultado [das investigações] seja um resultado
justo a partir de uma apuração independente”, disse.
(Metrópoles)
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