Número de homicídios investigados deve aumentar para 18.
Nova reunião de integrantes do MPGO está agendada para o fim da semana
MPGO é o destinatário das investigações que estão sendo
feitas pela polícia. Cinco promotores vão apoiar na elucidação de casos | Foto:
Reprodução/Ascom MPGO
MPGO é o destinatário das investigações que estão sendo
feitas pela polícia. Cinco promotores vão apoiar na elucidação de casos | Foto:
Reprodução/Ascom MPGO
A força-tarefa da Secretaria de Segurança Pública de Goiás
(SSP) para investigar os assassinatos de mulheres em Goiânia vai contar com o
apoio do Ministério Público de Goiás (MPGO). Na sexta-feira (8/8), cinco
promotores de Justiça que atuam no Tribunal do Júri da capital reuniram-se para
assegurar apoio às investigações.
A conversa entre Aguinaldo Bezerra Lino Tocantins, João
Teles de Moura Neto, Maurício Gonçalves de Camargo, Paulo Pereira dos Santos e
Sebastião Marcos Martins definiu estratégias sobre como vão atuar diante os
casos. Eles poderão realizar diligências durante os processos. Segundo a
assessoria do MPGO, nenhum dos promotores vai se pronunciar sobre os casos.
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No fim da semana, o grupo deve se reunir com algum dos 16
delegados que apuram os crimes para colher detalhes. Nove investigadores são da
Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH), três atuam em outras
delegacias e outros três do interior.
Serial killer
No início do mês, a atuação de um serial killer não foi
descartada pela Polícia Civil. A possibilidade foi levantada após a circulação
de áudio pelo aplicativo de conversas por celular WhatsApp, em que uma garota
alertava para a atuação de assassino de mulheres em determinados setores da
capital em uma motocicleta e capacete pretos.
Casos de homicídios contra mulheres jovens em Goiânia em que
os suspeitos teriam características semelhantes foram registrados antes e
depois da divulgação da mensagem de voz. As ações eram parecidas: o criminoso
se aproximava e disparava, matando a vítima sem levar nada. Contudo, o titular
da DIG, Murilo Polati, pontuou que os veículos utilizados são de marcas e
cilindradas diferentes e as descrições físicas não são as mesmas.
No sábado (9), uma manifestação de familiares e amigos das
vítimas reuniu cerca de 2 mil pessoas na Praça Cívica.
Novo caso
Neste ano, foram registrados 40 casos de assassinatos de
mulheres na capital, sendo que 11 foram solucionados. Na lista, estão incluídos
18 em que os suspeitos estavam em motocicletas de cor escura — 15 de mulheres
assassinadas, uma tentativa de homicídio, a morte de um homem. O número de
casos investigados pode aumentar.
Segundo o delegado Deusny Aparecido Filho, superintendente
da Polícia Judiciária da Polícia Civil, que lidera a força-tarefa, mais um
crime em circunstâncias semelhantes deve ser acrescentado. Seria a morte da
estudante Arlete dos Anjos Carvalho, de 16 anos, no dia 28 de janeiro. A última
vítima foi Ana Lídia Gomes, de 14 anos, morta no dia 2 de agosto em um ponto de
ônibus no Setor Conjunto Morada do Sol.
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fonte jornalopção