De acordo com a Polícia Civil, o
primo de Ana Íris, de 12 anos, confessou ter matado a menina, em depoimento, o
suspeito afirmou que a vítima foi morta por asfixia. O corpo da criança foi localizado
nessa terça-feira (27), em um local conhecido como Morro do Macaco,
próximo à quadra 629 de Samambaia Norte. Ela estava desaparecida desde o dia
10. Na ocasião, familiares disseram não ter motivos para desconfiar do rapaz.
Após o corpo ser encontrado,
moradores da região chegaram a acusar o garoto de envolvimento no crime. O
parente, de 16 anos, foi atacado por dois homens e um adolescente, que
atingiram o jovem com golpes de facão. Moradores das redondezas dizem que ele
foi visto saindo do local onde o corpo foi encontrado, por volta das 3h da
manhã de ontem.
Bastante ferido, ele precisou
ser encaminhado para o Hospital Regional de Taguatinga (HRT). No hospital, ele
confessou o crime, mas disse que não violentou a vítima.
A dinâmica do fato que resultou
na morte da garota ainda não foi esclarecida. A Divisão de Repressão a
Sequestro informou que está, desde os primeiros momentos, atuando na questão e
tratando o caso como homicídio.
A família está inconsolável,
pois esperavam um desfecho diferente para a história da menina que desapareceu
no dia 10 deste mês, em um domingo. O padrasto da menina, Paulo Pereira dos
Santos, diz que está muito perdido e que ainda quer entender o que ocorreu.
“Ela estava em algum lugar. Não estava por aqui”, desabafou, antes de começar a
chorar ao lembrar da forma em que a menina foi encontrada. Foi devido à roupa
que a tia da menina, a estudante Cleonice dos Santos, reconheceu a sobrinha.
“Eu não queria acreditar, mas quando vi a camisa descobri que era ela”,
informou.
Teriam sido dois meninos que
estavam brincando no Morro do Macaco que encontraram, na beirada de um
barranco, o corpo de Ana bastante rígido e queimado de sol, ainda com a roupa
que ela usava quando vista pela última vez: saia e camisa da Casa Azul, a
instituição onde a criança fazia balé aos fins de semana.
A população reclama que o local
onde foi encontrada é muitas vezes usado como desova e para outros tipos de
crimes. Lady Laura, uma das assistentes sociais da Casa Azul que atendia a
menina, pede que as autoridades cuidem mais da cidade, pois isso poderia
ocorrer com qualquer outra criança. “A Ana era uma menina extrovertida, fazia
amizade fácil e conversava com todo mundo. É um choque tudo o que ocorreu”,
disse.
Segundo os familiares, a menina
havia saído com os quatro irmãos para a casa da avó. No fatídico dia, ela
vestia camiseta azul e bermuda jeans.
A mãe de Ana Íris, Maria das
Graças, informou, na ocasião, que a filha não tinha costume de sair de casa sem
dar notícias. “A Íris gostava muito de sair para brincar, mas o máximo que ela
ficou fora de casa foi até às 20h. Mesmo de dia, comecei a fechar o portão para
que ela ficasse mais comigo”, desabafou.
Mais de 20 pessoas, entre
familiares e amigos, estavam mobilizados para encontrar a criança.
(J.Br/Foto: Mike Sena/redação JAL)
