Eles atearam fogo em colchões. Eles reclamam por não poderem receber alimentação dos familiares Isa Stacciarini

Presos foram contidos depois de uma hora de motim na unidade prisional do Entorno
Os presos da delegacia de Planaltina de Goiás (GO) iniciaram na tarde
desta quinta-feira (22/1) uma rebelião no local. Cerca de 20 presos
atearam fogo em colchões. Eles reclamam da alimentação fornecida na
delegacia, que vem do sistema prisional.Quatro policias tentam controlar o
grupo. Até o momento, eles não abriram as celas, por falta de efetivo.
Eles solicitaram ajuda da Polícia Militar, uma vez que, segundo agentes
da delegacia, o reforço mais próximo da Polícia Civil viria de Formosa
(GO).
Segundo o delegado-chefe da unidade, Cristiomário Medeiros, o ato teria
sido motivado pelo fato dos presos não poderem receber alimentos levados
por familiares.”Os presos querem receber a comida de fora, mas isso é inviável, pois
temos poucos policiais no plantão e não há como controlar a alimentação
para 20 pessoas, uma vez que é necessária a revista”, esclareceu. “Para
fazer isso, teria de interromper o atendimento à população”, concluiu.

Presos lotam delegacia de Planaltina de Goiás
Com o apoio da PM, foi realizada a revista das celas, os presos foram
retirados para averiguar a existência de material inflamável. Foram
localizados esqueiros no local. É permitida a entrada de cigarros nas
celas.
A Polícia Civil informou que, neste momento, a situação está controlada
.Superlotação
Nesta quarta-feira, o Correio publicou
reportagem sobre a superlotação na cadeia de Planaltina de Goiás. Seis
presos precisaram ser liberados da carceragem para amenizar o problema.A medida para soltura dos presos foi determinada na terça-feira pela
Vara de Execução Penal do município, distante 60km de Brasília.
A falta
de vagas ocorre em virtude da interdição da cadeia pública da região.
Sem condições de receber mais internos, os detidos dividem duas celas de
oito metros quadrados cada uma no Centro de Operações Integradas
(Ciops). Vinte homens ocupam espaço.
Fonte:Correio Braziliense