Portaria para volta às aulas deve ser assinada pelo Governo Federal nesta quarta-feira

Documento será assinado às 14h30 pelos ministros
Milton Ribeiro e Marcelo Queiroga, em cerimônia na sede do Ministério da
Educação

Foto Arthur Menescal

Os
ministros da Saúde, Marcelo Queiroga, e da Educação, Milton Ribeiro, assinam,
nesta quarta-feira (4/8), uma portaria com 
orientações para a volta às aulas presenciais. O documento será protocolado às 14h30, em
cerimônia na sede do Ministério da Educação (MEC).

 

A criação
da portaria havia sido anunciada pelos ministros no início de julho. Na ocasião
, Queiroga disse que o documento seria publicado
antes do mês de agosto, mas a previsão não foi seguida
. A proposta é listar uma série de recomendações
para a volta ao ensino presencial durante a pandemia de 
Covid-19.

 

Mesmo com o
atraso na divulgação da portaria,
 ao menos 13 unidades da federação já retomaram
o ensino presencial, em formato híbrido ou totalmente com a presença de
estudantes
. Outras 6 UFs pretendem retomar as atividades até
o mês de setembro.

 

“A portaria, que será
publicada no Diário Oficial da União, divulgará diretrizes para o retorno à
presencialidade das atividades de ensino e aprendizagem, atendendo condições
necessárias para a biossegurança de alunos, profissionais da educação e demais
atores envolvidos, estabelecidas em protocolos locais”, informou o MEC, em
nota.

 

A
proposta do órgão é prestar um apoio técnico para o retorno das atividades, com
auxílio do Ministério da Saúde. De acordo com a pasta, as diretrizes publicadas
não afetarão a autonomia das redes de ensino estaduais e municipais, e serão
publicadas nos portais do órgão, no Ambiente Virtual de Aprendizagem (Avamec),
e na página da Saúde.

 

De acordo com os
ministérios, mais de 3,2 milhões de professores da educação básica já foram
vacinados contra a Covid-19 com a primeira dose, e outros 518 mil estão
completamente imunizados com os dois reforços ou com dose única.

 

“Entre os
profissionais da educação superior, mais de 340 mil já tomaram uma dose e mais
de 30 mil estão imunizados com as duas doses ou com a única”, informou a pasta.

 

No início de julho, o
ministro da Educação, Milton Ribeiro, disse que
“passou vergonha” em uma reunião do G20 (grupo das 20 maiores economias do
mundo) sobre volta às aulas presenciais
.

 

“Voltei desse encontro com
ministros da Educação. Passei vergonha na reunião do G20. Praticamente o Brasil
era o único país com 450 dias de escolas fechadas. África do Sul voltou no ano
passado às aulas presenciais”, disse.

 

O ministro fez um “apelo” aos professores e aos
gestores estaduais e municipais para que o retorno das aulas ocorra o mais
rápido possível.

 

“Se eu pudesse escolher,
mandaria voltar no ano passado. Mas agora chegou ao limite. Somos um dos
últimos países com escolas fechadas, está na hora. A perda é acadêmica, a perda
é emocional, a perda é considerada até nutricional pra algumas crianças. Falta
uma decisão política dos entes federados”, disse.

 

Também em julho, Milton Ribeiro fez um pronunciamento em rede nacional para tratar sobre o assunto.
Ele pressionou governadores e disse que o retorno às aulas é um “assunto
urgente”.

 

 

 

 

(Metrópoles) www.jornalaguaslindas.com.br

 

 

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