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O deputado federal Eduardo Bolsonaro
(PSL-SP), por exemplo, classificou Sérgio Reis e o parlamentar Otoni de Paula
(PSD-RJ) como “vítimas”. Otoni também foi alvo de busca e apreensão.

CD
Já o deputado federal
Marcelo Freixo (PSB-RJ) ressaltou que as ameaças cometidas por Sérgio Reis
configuram como crime, e não como liberdade de expressão. Freixo ainda
mencionou o vereador Carlos Bolsonaro: “Tá chegando a sua vez.”
Ao todo, são 29
mandados de busca e apreensão a serem cumpridos. As ordens foram expedidas pelo
ministro Alexandre de Moraes, do STF. Ao menos quatro endereços no Distrito
Federal e no Rio de Janeiro ligados a Sérgio Reis e ao deputado Otoni de Paula
foram visitados pelos policiais nesta manhã.
Em nota, a PF informou que o objetivo
da operação é “apurar o eventual cometimento do crime de incitar a população,
através das redes sociais, a praticar atos violentos e ameaçadores contra a
Democracia, o Estado de Direito e suas Instituições, bem como contra os membros
dos Poderes”.
Sérgio Reis chegou a dizer, em vídeo
gravado na semana passada, que estava organizando uma manifestação a ser
realizada na semana do dia 7 de setembro, em Brasília-DF. O cantor disse que
caminhoneiros iriam parar o país se o Senado não afastasse de seus cargos os ministros
do STF.
“Se em 30 dias não tirarem os caras
nós vamos invadir, quebrar tudo e tirar os caras [os ministros do STF] na
marra. Pronto. É assim que vai ser. E a coisa tá séria”, declarou Sérgio. “Se
vocês não cumprirem em 72 horas, nós vamos dar mais 72 horas. Mas nós vamos
parar o país. Já está tudo armado. O país vai parar… tudo. Norte a sul, leste a
oeste. Os plantadores de soja vão colocar as colheitadeiras na estrada. Ninguém
vai andar em carro particular, nem ônibus”, disse, no mesmo vídeo.
(J.Br) www.jornalaguaslindas.com.br
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