postado por valdivino de oliveira
Gerente de agência bancária em Tocantinópolis e suplente de deputado Federal estão detidos. Novas prisões não deverão ocorrer em breve
Marcelo Gouveia
A Polícia Federal procura três envolvidos no desvio de R$ 73 milhões da Caixa Econômica Federal, no maior golpe registrado na história do banco público. Dez mandados de busca e apreensão em Goiás, no Maranhão e Tocantins foram cumpridos nas últimas horas.
O gerente-geral da agência da Caixa em Tocantinópolis, Robson Pereira do Nascimento, e o suplente de deputado Federal Ernesto Vieira Carvalho Neto permanecem presos. O responsável pelo caso, delegado federal Omar Pepow, avalia que novas prisões não deverão ocorrer em breve. “Nos próximos dias, os advogados devem entrar com os pedidos de revogação dos mandados de prisão. Eles devem ficar escondidos enquanto os advogados trabalham”, afirmou.
Em um primeiro momento, as investigações se concentraram na identificação das contas que receberam valores mais altos. Agora, um levantamento das contas que receberam valores menores começará a ser feito em conjunto com a Caixa. No início das investigações, um homem que tinha recebido R$ 5 milhões chegou a ser preso, mas conseguiu a liberdade provisória depois de apresentar indícios de que o dinheiro pode não estar relacionado com a fraude.
Golpe
Conforme informações do delegado regional executivo da superintendência da Polícia Federal em Tocantins, Almir Clementino Soares, os criminosos forjaram um bilhete da Mega Sena com prêmio no valor de R$ 73 milhões. Antes de retirar o “prêmio”, o grupo abriu uma conta-corrente com um nome falso em dezembro do ano passado. O valor foi dividido em duas contas: uma em Goiás, que ficou com R$ 33 milhões, e outra em São Paulo, com R$ 40 milhões.
Até o momento, aproximadamente 70% do valor total foi recuperado com o bloqueio das contas. Para reaver o restante, o delegado afirmou que deve ser pedido o sequestro das propriedades dos bens dos suspeitos, que estão foragidos. Apenas o gerente da agência em Tocantinópolis, que liberou o pagamento, foi preso até o momento.
Os suspeitos responderão por peculato, formação de quadrilha e receptação majorada. As penas somadas podem chegar a 29 anos de prisão.