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As investigações apontaram que, o
grupo criminoso atua em diversos concursos pelo Brasil desde, pelo menos, 2005.
As fraudes aprovaram dezenas de pessoas que pagaram pelo serviço fraudulento.
Estipula-se que a organização tenha obtido mais de R$ 29 milhões com essas
fraudes.
Cinco equipes policiais cumpriram
mandados de sete investigados. Uma busca foi feita em Cotia/SP (dois alvos),
uma em Santos/SP (dois alvos), uma em Recife/PE (um alvo), e duas em pessoas
jurídicas com endereços situados em Boa Vista/RR.
A investigação teve início no ano de
2017, por meio de informações advindas das Operações Gabarito, que investigou
fraude no Concurso do Ministério Público do Rio Grande do Norte, em 2017, e
Porta dos Fundos, que investigou fraude no concurso do Tribunal Regional do
Trabalho da 11ª Região, também em 2017. Essas operações conseguiram constatar o
modus operandi (utilização de pontos e instrumentos de comunicação, professores
para realizarem as questões, piloto para conseguir a prova e sair do local após
o tempo mínimo, candidatos que pagavam para obter as vagas, etc.) da
organização.
Os investigados poderão responder
pelos crimes previstos nos artigos 311-A, inciso I, parágrafos 2° e 3°, do
Código Penal Brasileiro, artigo 288, caput, do Código Penal Brasil (associação
criminosa) ou no art. 2º da Lei 12.850/2013 (organização criminosa), a depender
da evolução das investigações.
A palavra Erasure, em tradução livre,
tem o significado de apagamento e foi utilizada para batizar esta operação
policial já que um dos seus objetivos é apagar, retirar do setor público,
pessoas que obtiveram êxito no concurso público do TRE/SP de 2017 mediante
fraude.
(J.Br) www.jornalaguaslindas.com.br
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