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A
discussão ocorreu no mesmo dia em que o governador de São Paulo, João Doria
(PSDB), afastou o coronel da
ativa Aleksander Lacerda, da Polícia Militar de São Paulo.
O
PM foi afastado do cargo por ter publicado, nas redes sociais, um vídeo no qual
convocava policiais de São Paulo para a manifestação do dia 7 de setembro, em
apoio ao presidente Jair Bolsonaro (sem
partido).
Durante
reunião do Fórum, Doria apontou aos gestores dos demais estados a possibilidade
de uma “infiltração bolsonarista” nas polícias.
“Quero
registrar a vocês que hoje pela manhã nós afastamos um comandante da Polícia
Militar, aqui de um batalhão da PM”, destacou Doria. O governador de São Paulo
alertou os governadores sobre a possibilidade de as corporações de outros
estados convocarem o mesmo tipo de ato.
Em coletiva de imprensa após a reunião do Fórum, o governador
do DF, Ibaneis Rocha (MDB), e o do Piauí, Wellintgon Dias, afastaram a
possibilidade de qualquer tipo de “insubordinação” por parte dos militares.
“Aprovamos um compromisso no qual a polícia dos estados
atuará nas formas e nos limites da Constituição e da lei”, disse Wellington
Dias.
Sobre as manifestações de 7 de setembro no Distrito
Federal, Ibaneis afirmou que os atos ocorrerão “de forma pacífica”. “A Polícia
do DF é uma das melhores do país.
Não teremos nenhum tipo de insubordinação. O comandante
tem o controle da tropa no DF e vamos atuar para que as manifestações, que
possivelmente venham a ocorrer, sejam feitas de forma pacífica”, assinalou.
João
Doria também comentou a respeito da atuação das polícias e das Forças Armadas
durante as manifestações. Ele disse esperar que os comandos militares “tenham
consciência de nem sequer pensar na hipótese” de promover atos bolsonaristas.
“Tenho
muito orgulho da PM de SP, que é bem treinada, equipada, preparada. Mas há
exceções e aqueles que desobedecem e fazem manifestações políticas inadequadas.
Isso chama-se indisciplina, e o coronel foi punido com seu afastamento do
comando desta unidade em Sorocaba. Em São Paulo, não vamos admitir nenhuma
insubordinação, principalmente daqueles que insistem em flertar com o
rompimento da democracia”, pontuou o governador.
Atos convocados
O
presidente Jair Bolsonaro afirmou,
na última quinta-feira (19/8), que pretende participar de protestos, no próximo
dia 7 de setembro, em Brasília e São Paulo. Os atos nas capitais estão sendo
organizados por apoiadores do governo, com incentivo do chefe do Executivo
nacional.
Na
mesma data, Bolsonaro deve participar de algum ato alusivo à Independência do
Brasil, no Palácio da Alvorada, que deve ser reduzido e sem público. Em razão
da pandemia, o tradicional desfile de 7 de setembro foi suspenso.
Em seu lugar, deve ocorrer uma cerimônia no Palácio da Alvorada,
residência oficial da Presidência da República, tal qual aconteceu em 2020, com a presença de poucas autoridades.
“Perguntam onde estarei em 7 de setembro. Estarei, como
sempre, onde o povo estiver. Posso adiantar: pretendo estar na Esplanada dos
Ministérios. Pretendo, à tarde, estar na [Avenida] Paulista. E convido. Eu fui
convidado e convido qualquer político a comparecer ao evento. É a segunda
independência nossa”, afirmou. “Se é difícil lutar com liberdade, imagine lutar
sem liberdade.”
Em busca de diálogo
Durante o Fórum, os governadores decidiram que enviarão cartas aos chefes dos
Três Poderes, pedindo a criação de uma “linha direta de diálogo” pela
defesa da democracia. Eles também esperam ser recebidos pelo presidente
Bolsonaro.
“Queremos
levar ao presidente que não tem ninguém contra ou a favor dele. Nós todos somos
a favor de um país que merece, sim, um tratamento melhor para as instituições e
que a gente entre em uma normalidade. É a intenção de todos os governadores.
Quem quer governar, quer governar em um país que esteja com uma condição boa”,
disse Ibaneis.
(Metrópoles) www.jornalaguaslindas.com.br
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