Petrobras perde R$ 74,2 bi, Bolsa cai quase 5% e dólar fecha a R$ 5,45

Indicadores respondem às declarações do presidente
Bolsonaro de que, após mexer na estatal, vai “meter o dedo na energia
elétrica”

Foto Tânia Rêgo

Por Thalita Laurindo

A
expectativa de que o mercado financeiro seria abalado nesta segunda-feira
(22/2), devido à mudança promovida pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido)
no comando da 
Petrobras, foi confirmada. O Ibovespa fechou o dia em queda de 4,87%,
chegando a 112.667,70 pontos. Já o dólar terminou o dia em alta de 1,30%, a R$
5,454.

A Petrobras
perdeu R$ 74,2 bilhões em valor de mercado nesta segunda, com queda de 20% nas
ações negociadas no Ibovespa, segundo a 
XP Investimentos.

Foi a segunda
maior queda diária em valor de mercado da Petrobras desde o início do plano
Real. E são quase R$ 100 bilhões perdidos em valor de mercado desde sexta-feira
(19/2), quando o mercado começou a reagir às declarações de Bolsonaro sobre a
estatal.

Outras estatais
listadas em bolsa também registraram queda no valor de suas ações. O Banco do
Brasil, por exemplo, perdeu R$ 10,5 bilhões somente nesta segunda. Os papéis da
instituição financeira fecharam em queda de 11,65%.

O mercado especula que
Bolsonaro possa trocar o atual presidente do banco, André Brandão, com quem vem
se estranhando nos últimos tempos.

Os
resultados dos indicadores respondem às declarações do presidente Bolsonaro de
que, depois da Petrobras, vai “meter o dedo na energia elétrica, que é outro
problema”, indicando mais interferência do governo nas empresas públicas. As
ações da BR Distribuidora terminaram em queda de 7,22%.

Tubarão em vez de
bagrinho

Apesar da promessa feita
nesse domingo (21/2), que seu próximo alvo será um “tubarão” e não um
“bagrinho”, o presidente não anunciou nenhuma nova troca até este momento.

Pela manhã, ele
justificou a demissão de Castelo Branco da
Petrobras alegando que o executivo trabalha de home office, tem alto salário e
falta de transparência nos dados da empresa.

 

Bolsonaro ficou incomodado
com os excessivos reajustes de combustível anunciados pela petroleira neste
ano.

Para
a vaga, ele indicou o general Joaquim Silva e Luna, atualmente diretor da
Itaipu. O nome dele deve ser analisado pelo Conselho da Petrobras nesta
terça-feira (23/2).

(Metrópoles) www.jornalaguaslindas.com.br

 

 

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