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PEC 135/19 é adiada na sessão de comissão que analisa voto auditável

Em manobra regimental, deputado Paulo Eduardo
Martins argumentou que relator pediu mais tempo para fazer modificações no
texto

Foto Gustavo Sales

O deputado
federal Paulo Eduardo Martins (PSC-PR), presidente da comissão especial da 
Câmara dos Deputados para analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 135/19, que torna o voto impresso obrigatório,
suspendeu, nesta sexta-feira (16/7), a sessão que votaria o relatório do
deputado Filipe Barros (PSL-PR), até a próxima sessão ordinária. Ou seja, após
o recesso parlamentar.

 

Numa manobra regimental,
Martins argumentou que Barros pediu mais tempo para fazer modificações no
texto, a pedido de outros deputados da comissão. Pouco antes, a comissão sofreu ao
menos três tentativas de invasão em cerca de 30 minutos
.

 

“Como o deputado Filipe
Barros manifestou o desejo de fazer modificações no texto, estas sugeridas pela
comissão. Essa é uma prerrogativa do relator, segundo o artigo 57, inciso 11,
do Regimento Interno, eu concedo o prazo até a próxima sessão ordinária”,
declarou Martins, sob protestos dos deputados da oposição.

 

Os
bolsonaristas apresentaram requerimentos de retirada de pauta com o intuito de
ganhar tempo durante o recesso para reverter voto a favor do parecer.

 

O voto
impresso é uma bandeira do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que já
declarou diversas vezes que o sistema de urnas eletrônicas não é seguro, mas
não apresentou qualquer prova de fraudes. 
Bolsonaro afirmou também que, sem o voto impresso,
não haverá eleições em 2022
. Recentemente, o presidente disse que a fraude estava no Tribunal
Superior Eleitoral (TSE)
.

 

Para que a nova regra entre
em vigor nas eleições do próximo ano, a proposta precisa ser aprovada até o
início de outubro – na comissão, em dois turnos no plenário da Câmara (com 308
votos de 513 deputados) e, depois, do Senado Federal (49 votos de 81
senadores).

 

Após sucessivas quedas no
sistema de deliberação remoto, Martins explicou que se tratava de tentativa de
invasão, mas que o problema estava sendo solucionado. “A secretaria me informa
que o sistema está sendo invadido por alguém que conseguiu a senha. Eles
disseram que conseguiram identificar e conseguiram estancar”, avisou.

 

A deputada federal Fernanda
Melchionna (Psol-RS) destacou, durante a sessão, que é “estranho” o sistema
cair tantas vezes em tão pouco tempo. Isso nunca tinha acontecido durante a
pandemia”, disse.

 

Diante disso, a deputada
Carol de Toni (PSL-SC) pediu ao presidente do colegiado a suspensão por uma
hora para a correção do problema e, caso não consiga, o encerramento da sessão.
Os bolsonaristas defenderam a ideia.

 

Martins, todavia, rejeitou a
questão de ordem da deputada e disse que os problemas já estariam sendo
corrigidos. Pouco depois, anunciou a suspensão, alegando o pedido do relator.

 

Com a iminente derrota, os
governistas querem ganhar tempo durante o recesso para reverter votos hoje
definidos contra o parecer.

 

 

 

(Metrópoles) www.jornalaguaslindas.com.br

 

 

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