O candidato do PSC à Presidência da República, Pastor
Everaldo, defendeu nesta quarta-feira, 06, mudanças no Bolsa Família. Ao chegar
ao Congresso das Mulheres da Assembleia de Deus do Brás, na região central de
São Paulo, o candidato evitou falar sobre um apoio formal da igreja e voltou a
dizer que não se considera candidato dos evangélicos
O candidato afirmou que não acabaria com o Bolsa Família,
mas ressaltou que tem um “modelo 20 vezes melhor” para apresentar à população.
Ele não especificou qual modelo seria esse. Segundo ele, é fundamental que o
brasileiro tenha condições e capacitação para trabalhar e, assim, não depender
mais de benefícios.
“Eu vou dar condições para que todo brasileiro tenha a
capacitação para ter o prazer de ter sua carteira assinada e ganhar seu
salário. O Bolsa Família vai ser excelente quando o brasileiro que o recebe
puder dizer que não precisa mais”, disse ele. Ao ser questionado sobre como
proporcionaria essas condições, Pastor Everaldo criticou o fechamento de escolas
na área rural. “Faria o contrário do que foi feito nos últimos 10 anos, quando
foram fechadas mais de 32 mil escolas na área rural. Não fecharemos escolas,
daremos condições para o brasileiro estudar e trabalhar”, frisou.
Sobre um possível apoio formal da Assembleia de Deus,
Everaldo não comentou, mas voltou a dizer que não se considera candidato dos
evangélicos. “Eu não sou o candidato dos evangélicos, sou o candidato do
Partido Social Cristão e sou um evangélico. Eu já votei em não evangélico, sou
um cidadão brasileiro”, disse o candidato. “Para mim é importante o apoio de
todos os brasileiros, de todos os setores”, acrescentou.
Pastor Everaldo falou da importância das mulheres na família
brasileira e voltou a fazer críticas à alta carga tributária do Brasil. “Muitas
mulheres chefiam a família, trabalham mais de 170 dias por ano para pagar
impostos e, na hora de ter os serviços de qualidade como educação, saúde e
segurança pública, não os tem. O que acontece hoje é que o governo se serve da
população”, afirmou
Em discurso diante das mulheres do congresso, o candidato
voltou a criticar o Bolsa Família e ressaltou a importância das igrejas no
Brasil, destacando que elas não recebem ajuda do governo. “Trabalhou, Deus
ajudou”, disse. Em relação a um possível segundo turno, Pastor Everaldo afirmou
que ainda não pensa na hipótese de apoiar outro candidato. (Stefânia
Akel/Agência Estado