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A ideia é criar um espaço para a
prática do esporte que, pela primeira vez na história, estará incluído no grupo
de modalidades nos Jogos de Tóquio 2021. As duas pistas serão construídas nas
proximidades do Estacionamento 4 – em frente à Hípica e ao Gibão – e vão
contemplar pelo menos três estilos de skate: Street, Park e Downhill. “Vamos
levar isso adiante”, afirmou Ibaneis, ao confirmar a execução da obra.
Os custos ainda serão calculados a
partir do projeto executivo da Diretoria de Parques e Espaços Livres da
Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação, já que não se trata de uma
obra padrão. Um dos autores do projeto, o arquiteto Márcio Comas, diz que o
desenho do conjunto segue o traçado original de Burle Marx para o espaço,
pensado para a prática desportiva.
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| Foto Agência Brasilia
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Um painel de azulejos inspirados nos
painéis de Athos Bulcão para compor a entrada dos vestiários foi desenhado pelo
mesmo arquiteto que planejou as placas de endereçamento de Brasília, Danilo
Barbosa. No bloco de apoio haverá ainda lanchonete, uma sala de equipamentos e
outra da administração. “Queremos recuperar e dar vida a uma área de convívio
do parque que terá grande potencial de reunir frequentadores e praticantes de
skate”, explica Comas.
De acordo com a Administração do
Parque da Cidade, estudos já realizados apontam que não haverá impacto
ambiental no Plano de Ocupação do Parque. A impermeabilização do piso,
inclusive, será feita somente na área delimitada para as pistas.
Eventos e competições
Presidente da
Federação de Skate, Warleiton Leitão disse que cerca de 300 mil pessoas
praticam o esporte no Distrito Federal. “Ter um espaço como esse vai atrair
eventos nacionais e mundiais para a cidade”, aposta a secretária de Esportes
Giselle Ferreira. Ela completa dizendo que o governo planeja a reforma de
outras pistas nas 33 regiões administrativas, a exemplo do que será feito na
Quadra 01 do Setor Norte do Gama, em fase de licitação.
O secretário
de Economia, André Clemente, também participou do encontro com o atleta
olímpico Felipe Gustavo no gabinete do governador. Para ele, a ação é um
estímulo à prática esportiva e pode se transformar em grandes benefícios
sociais. “Tira muitas crianças da rua com a inclusão no esporte”, ressalta.
Nascido e criado no Guará, Felipe
Gustavo, 30 anos, ficou entusiasmado com a chance de ver sair do papel a
construção do complexo desportivo pelo GDF. “Cresci andando de skate no Parque
da Cidade, mas cheguei às Olimpíadas sem ter uma pista em condições para
treinar aqui”, afirmou ele, que atualmente mora nos Estados Unidos e competirá
em Tóquio pela Seleção Brasileira de Skate.
(Agência
Brasília) www.jornalaguaslindas.com.br
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