Parlamentares enviam indícios de superfaturamento em propaganda do governo federal à CPI

Kajuru e Elias Vaz identificaram gastos milionários
para a produção de vídeos por várias produtoras contratadas pelo governo
Bolsonaro

Agência Senado

Parlamentares
goianos enviaram indícios de superfaturamento em propaganda veiculada pelo
governo federal à CPI da Covid. Petição foi enviada ao relator Renan Calheiros
(MDB). Segundo o documento, verba usada em propaganda deveria ser destinada ao
combate do Coronavírus.

 

O
conjunto de documentos foram enviados pelo deputado federal Elias (PSB) e pelo o senador
Jorge Kajuru (Podemos).
Segundo eles, indícios incluem gastos milionários para produção de vídeos por
várias produtoras contratadas pelo governo federal. Ambos vão agora fazer uma
representação no Ministério Público Federal com esse conteúdo.

 

Parlamentares
goianos apontam uso de crédito extraordinário de forma irregular

Segundo
apontam os parlamentares, os recursos utilizados em parte dos vídeos são da
Medida Provisória n° 942/2020, que abriu créditos extraordinários em favor da
Presidência da República para campanhas de enfrentamento à pandemia da
Covid-19. A suposta irregularidade, entretanto, se refere ao gasto inadequado
com suposto objetivo de fazer propaganda para o governo.

 

Para
executar o crédito extraordinário, a Secretaria de Comunicação (Secom) firmou
quatro TED’s com os Ministérios da Saúde e Cidadania. A utilização desses
recursos é objeto de representações elaboradas pelo deputado federal Elias Vaz
e encaminhadas ao Tribunal de Contas da União e CPI da Pandemia.

 

Veja
os casos levantados pelos parlamentares e informados na petição

Os
parlamentares goianos elencam quatro casos registrados na Nota de Produção
n°1267, emitida no dia 16/07/2020, na Nota Fatura de Produção n° 1223, emitida
no dia 04/05/2020, Nota Fiscal n° 1677, emitida no dia 25/06/2020 e Nota Fiscal
n° 105, emitida no dia 16/07/2020.

 

Entre
os indícios está o gasto de R$1,14 milhão em produção com contratação de 115
profissionais técnicos para um vídeo de 30 segundos sem celebridade ou artista
de renome.

 

Em
outro caso, sob o valor de R$ 650 mil, outra produtora realizou um vídeo de 30
segundos somente com banco de imagens e sem filmagem. Porém, informou a
contratação de 99 profissionais ao custo de R$ 419 mil.

 

Outra
produtora recebeu mais de R$ 1 milhão do governo federal para execução de um
vídeo de 30 segundos. Empresa informou a contratação de 73 técnicos, com gasto
de R$ 505.775. Caso ainda inclui remunerações elevadas, como no caso de um
diretor que recebeu R$ 75 mil por três diárias.

 

 

 

 

 

(Mais Goiás) www.jornalaguaslindas.com.br

 

 

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