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Requião
assinou desfiliação do MDB na segunda-feira (02/08), depois de 40 anos de
militância. Desde então, na semana, ele intensificou encontros e contatos com
dirigentes partidário e organizações sociais de diversas matizes. Na noite de
quarta (04/08), por exemplo, o ex-emedebista foi anfitrião do presidente nacional
do PDT, Carlos Lupi, e mandachuvas pedetistas locais no estado.
Mas o
que esperar desse encontro entre Lula e Requião nesta quinta-feira?
Primeiro, é preciso o leitor saber
quem estará na conversa de hoje, além de Lula e Requião.
Consta que irão filar um rango na casa
do ex-presidente, também, o deputado Requião Filho (MDB); o deputado Arilson
Chiorato, presidente do PT no Paraná; e a presidenta nacional do PT, deputada
Gleisi Hoffmann (PT-PR).
O ex-governador Requião tem até março
para se filiar em uma nova agremiação. Ele deve valorizar ao máximo esse tempo
para manter-se na mídia. Há um consenso da “Geringonça”, agrupamento de 16
siglas no Paraná, de apoiá-lo ao Palácio Iguaçu independentemente do rumo
partidário que ele seguir.
Dito isso, Requião irá dizer a Lula
que quer ajudá-lo a vencer em 2022 e que desejaria Ciro Gomes (PDT) na mesma
chapa. Vai pleitear junto ao ex-presidente um programa de governo nacionalista,
que privilegie o desenvolvimento e afaste os neoliberais do petista.
Uma das possibilidades que será
discuta hoje é o ingresso de Requião no PSB, partido aliado do PT, tendo em
vista a “ampliação” do palanque em apoio a Lula no Paraná. Seria a mesma
fórmula adota em relação ao governador do Maranhão, Flávio Dino, e ao deputado
Marcelo Freixo, pré-candidato ao governo do Rio.
Mas há controvérsia. Parte importante
do PT defende a filiação de Requião e Requião Filho na agremiação. Dentre os
que advogam essa tese está Arilson Chiorato, presidente do PT paranaense.
Quanto ao presidente Jair Bolsonaro,
eles [Lula e Requião] deverão fazer a mesma leitura: o mandatário derreteu e
dificilmente conseguirá disputar a reeleição em 2018.
(BlogdoEsmael)
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