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O presidente do STF, Luiz Fux,
cancelou, em pronunciamento durante a sessão de hoje, reunião com o chefe do
Executivo e os presidentes da Câmara, Arthur Lira (Progressistas – AL), e do
Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), para a qual os havia convidado O motivo: os
sucessivos ataques de Bolsonaro a membros da Corte feitos em meio à defesa do
voto “auditável”.
“Ele (Fux) tem razão em muita coisa.
Até em guerra os comandantes adversários conversam, até para saber se o outro
quer armistício. Da minha parte, conversar com vossa excelência, ministro Fux,
está aberto o diálogo, sem problema nenhum”, propôs Bolsonaro. “Meu dever,
minha obrigação é trazer felicidade para o povo brasileiro. Não é medir forças
entre eu e o Supremo. É fazer, todos nós, uma análise de consciência onde por
ventura está errando”, completou.
O aparente tom conciliatório da fala
de Bolsonaro se alternou com críticas ao presidente do Tribunal Superior
Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, a quem se referiu como um
“garoto mimado”, por se opor à implementação do voto impresso. “Quem em casa
não tem aquele garoto mimado que não pode ser contrariado que abre o berreiro?
Parece o ministro Barroso. Não pode ser contrariado, é o dono da verdade”.
Segundo o presidente, a atitude de “alguns pouquíssimos ministros” do Supremo
não condiz com a democracia e reforçou que está pronto para conversar com o
ministro “sem problema”. “Tenho a obrigação de procurar o diálogo com todos os
poderes para o bem da nação”, completou.
Pouco antes, pediu aos membros do
Judiciário exercício de reflexão sobre os próprios “erros” e ressaltou que seus
ataques não são direcionados a integrantes específicos da Corte, mas sim às
decisões das quais discorda. No entanto, fez críticas com citações nominais
“A ministra Rosa Weber manteve a
quebra de sigilo de uma advogada, irmã de um funcionário meu, que nunca foi empregada
minha. Agora, os advogados do Adélio, manteve os sigilos. Uma advogada, irmã de
um funcionário meu acusado de integrar o gabinete do ódio, de produzir fake
news. Alexandre de Moraes, me apresenta uma coisa produzida nesse dito gabinete
do ódio, eu quero ver”, disse aos gritos.
Em seguida, voltou a
chamar Barroso de mentiroso e o convidou para conversar sobre a implementação
do voto impresso. Pregou ainda o respeito aos limites de cada Poder e à vontade
da população. “Ministro Barroso, falar mil vezes uma mentira, não vai se
transformar em uma verdade. E estou pronto para dialogar com vossa excelência
também. Caso queira, posso conversar na Presidência ou no Supremo Tribunal
Federal. Não tem problema nenhum”.
O presidente afirmou que deseja a
realização das eleições de 2022, mas repetiu reiterou mensagem de declarações
anteriores, nas quais condicionou o pleito à alteração do sistema de votação
“Eu quero eleições no ano que vem. O
povo quer eleições no ano que vem. Limpas! Democráticas. Auditáveis. Com a
contagem pública de votos. Porque se não for assim é uma eleição sob suspeição
e isso dá problema para a nação. Por que essa bronca de não querer o voto
impresso?” disse o presidente. Ao fim da live, Bolsonaro pediu desculpas ao
povo brasileiro e disse reconhecer que esperam muito dele.
(Estadão) www.jornalaguaslindas.com.br
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