No entanto, de acordo com o secretário de Comunicação do
governo Agnelo Queiroz, o deficit em questão não existe
Depois de um mês e meio de trabalho da equipe de transição,
o governador eleito Rodrigo Rollemberg (PSB) fez, na manhã deste sábado
(13/12), um balanço das informações que recebeu até agora do atual chefe do
Executivo local, Agnelo Queiroz (PT). Segundo Rollemberg, foram levantados os
principais riscos que o GDF corre a partir de 1 de janeiro de 2015, como o
encerramento de contratos temporário, o que poderia levar a descontinuidade de serviços
prestados à população.
Ele expressou muita procupação com as finanças do Governo do
Distrito Federal (GDF) e creditou a crise vivida pelo DF ao “apagão de gestão”
do atual governo e ao aumento exponencial dos gastos com pessoal, sem que a
receita tenha crescido na mesma proporção. O dignóstico revelou ainda que o
rombo no caixa do GDF será maior do que o esperado. Calculado inicialmente em
R$ 2,1 bilhões, deverá ser de até R$ 3,8 bilhões, segundo o socialista.
No entanto, de acordo com o secretário de Comunicação do
governo Agnelo Queiroz, o deficit em questão não existe. André Duda argumenta
que o aumento na folha citado por Rollemberg ocorreu porque o GDF contratou
cerca de 35 mil servidores nos últimos quatro anos.
A maior preocupação do próximo governador é como ele dará
continuidade no que Agnelo deixou. Na área de prestação de serviços, por
exemplo, o governo enfrenta dificuldade para arcar com os gastos, o que tem
causado a interrupção de diversos setores, como o de fornecimento de alimento para
os hospitais. Rollemberg terá a missão de equilibrar as contas e manter tudo
funcionando. Outro ponto levantado foi a aproximação do fim do contrato com os
médicos temporários.
Para resolver os problemas, o governador eleito afirmou por
diversas vezes na coletiva que será preciso austeridade e transparência.
Segundo ele, é necessário realizar um conjunto de medidas para mudar a atual
realidade. Uma das principais delas será a diminuição de gastos com pessoal,
com o corte de secretarias e de cargos comissionados. “A receita aumentou, mas
as despesas aumentaram muito mais, o que causou o maior desequilíbrio da
histórias das contas do Governo do Distrito Federal”, disse Rollemberg.
Novo secretariado
O novo chefe do Executivo local aproveitou para anunciar
que, na segunda-feira (15/12), às 14h30, irá divulgar o nome de todo o
secretariado. O evento será no Hotel Brasília Palace. É dada como certa uma
reforma administrativa, como a redução do número de secretarias para, no
máximo, 22. Fonte correio Brasiliemse
