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O
desafio para a secretária será, portanto, ter que dialogar quase que
diariamente com o Sindicato do Professores (Sinpro), uma entidade ligada a
Central Única dos Trabalhadores (CUT), que por sua vez nasceu em 1983, no mesmo
berço que o Partido dos Trabalhadores (PT), expoente da esquerda no país. O
Sinpro lidera uma categoria de 36 mil servidores, considerados essenciais pela
administração pública do Distrito Federal.
A
diretora do Sinpro, Rosilene Correa, ressaltou que a escolha do nome para
substituir Leandro Cruz é atribuição do governador Ibaneis Rocha e que não cabe
ao Sindicato opinar. “Nós queremos apenas que seja mantido o diálogo que
tínhamos com o secretário Leandro Cruz. Para o Sinpro não interessa o nome, o
que importa é manter o diálogo”, observou Rosilene.
O ex-secretário de
Educação, Leandro Cruz, foi exonerado na noite de terça-feira, pelo
vice-governador, Paco Britto, logo após a divulgação do protocolo para retorno
das aulas presenciais. A assessoria de Britto informou por meio de nota: “a
exoneração do secretário Leandro Cruz foi única e exclusivamente por adequações
governamentais. Agradecemos os bons préstimos à pasta da Educação neste
período”.
O protocolo de
retorno às salas de aula, última missão de Cruz à frente da pasta da Educação,
estabelece critérios para o retorno. A princípio a volta à escola acontecerá de
forma híbrida: enquanto numa semana metade das turmas estarão nas salas de
aula, a outra parte acompanhará pela internet. Na semana seguinte, os grupos
serão trocados. Outra determinação é que não será permitida a permanência dos
estudantes nas escolas por mais de um turno.
O protocolo também
observa que o uso da máscara será obrigatório para maiores de três anos; evitar
o compartilhamento de máscaras, talheres, garrafas e demais objetos de uso
pessoal. De acordo com o GDF,56 mil profissionais da Educação foram imunizados,
as aulas presenciais nas escolas públicas do Distrito Federal estão previstas
para retornarem a partir do dia 2 de agosto.
“Poderemos, assim,
garantir a vacina com apenas uma dose aos profissionais da educação, permitindo
a volta às aulas no início de agosto, preservando vidas, que sempre foi o foco
do Governo do Distrito Federal”, explicou Paco Britto.
(J.Br) www.jornalaguaslindas.com.br
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