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“Não vamos subir em cadáveres para
fazer política. Estamos em uma guerra contra o vírus e precisamos botar a vida
em primeiro lugar. Toda a ideia do governo é saúde, emprego e renda. A
vacinação em massa é o grande desafio”, afirmou, em audiência pública conjunta
das comissões de Finanças e Tributação; Educação; Trabalho, Administração e
Serviço Público; e Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados.
Enquanto o governo
enfrenta uma CPI no Senado sobre a covid, Guedes disse que o Brasil precisa de
mais “respeito e tolerância”.
“Temos que escapar dessa espiral de
ódio, de divisão entre brasileiros, que é um descredenciamento da nossa
democracia. É preciso ver o que há de virtude no outro lado e fazer as
críticas. Essa escalada não interessa à população brasileira. Quem achar que
vence na base do ódio não vai dar certo”, completou o ministro.
Guedes disse ainda ser favorável à
ajuda do setor privado na ampliação de leitos. “A ideia é boa, de dar uma
isenção e um incentivo qualquer para ampliarmos os leitos. Mas houve um veto
jurídico. Às vezes o que é politicamente desejável fere a legislação vigente. O
veto não foi do ponto de vista econômico, mas jurídico”, afirmou ele.
O governo precisou vetar incentivo
fiscal às empresas que contratassem leitos da rede privada de saúde para
atender pacientes com Covid-19 do Sistema Único de Saúde (SUS). Pelo projeto,
as empresas poderiam deduzir os valores gastos do Imposto de Renda de 2021.
O limite para a renúncia fiscal seria
de R$ 2,5 bilhões. “O problema é que a Lei de Responsabilidade Fiscal exige uma
compensação para essa isenção. É preciso mostrar de onde vem o dinheiro. Não
foi um veto sobre o conteúdo”, explicou.
(O
Estado de S. Paulo) www.jornalaguaslindas.com.br
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