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Os
policiais da unidade correram para socorrer Camilla Moreira do Nascimento Lima,
29 anos, mas ela conseguiu se esquivar e passou a bater com a própria cabeça em
um banco de concreto que havia na cela. Enquanto se machucava, a autora gritava
que queria tirar a própria vida. Aos investigadores, a suspeita contou que
havia tomado 50 gotas do calmante Rivotril.
Os agentes acionaram o
Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu), que prestou os primeiros
socorros. A mulher ficou com ferimentos leves na cabeça. Na audiência de
custódia, o judiciário decidiu que a autora seria liberada após colocar
tornozeleira eletrônica. Ela foi proibida de se aproximar do médico de 51 anos.
Segundo as investigações, a
autora e a vítima namoraram por cerca de três anos e se separaram há sete
meses. Inconformada, a autora, na última terça-feira (10/8), enviou para o ex,
um médico de 51 anos de idade, mensagens de áudio com ameaças. Ela dizia que ia
quebrar o escritório e a casa da vítima, além de destruir a vida dele e de toda
sua família.
Decidida a cumprir com as
ameaças, a autora, na quarta-feira (11/8), invadiu a clínica do médico, situada
em Vicente Pires, entrou na sala de ecografia e passou a quebrar todos os
aparelhos que estavam no local.
Usando
álcool e fósforos, a mulher colocou fogo no lençol de uma maca, causando um
incêndio. Na ocasião, havia 10 pessoas no prédio. O fogo não atingiu as demais
instalações devido à rápida intervenção dos funcionários, que conseguiram
abafar as chamas ainda no início.
Com o pânico causado,
funcionários de um laboratório se trancaram no interior de uma sala, imaginando
que poderia ser algum tipo de ataque. A acusada também agrediu um dos
funcionários da clínica do ex com uma cotovelada, causando-lhe lesão no olho
esquerdo. A agressora só deixou o local quando um outro sócio da clínica
chegou.
Após as vítimas informarem
os fatos à polícia, os agentes de polícia realizaram buscas e prenderam a
acusada em sua própria casa, localizada em Ceilândia.
Na delegacia, ela disse que
havia sido humilhada, agredida e ameaçada pelo ex-namorado durante o
relacionamento e que, após tentarem retomar a relação, ele teria discutido com
ela por ciúmes. Disse, ainda, que ficou revoltada com tais ameaças e decidiu
incendiar a clínica do ex-namorado para que ele a deixasse em paz.
A autora
foi presa em flagrante pelos crimes de dano qualificado e incêndio e, caso
condenada, sua pena pode alcançar os 11 anos de prisão.
Quarenta pacientes que
realizariam exames de ultrassonografia na clínica tiveram o agendamento
desmarcado. A autora quebrou o aparelho, além de sete monitores, um teclado.
(Metrópoles) www.jornalaguaslindas.com.br
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