Mortes no trânsito de Brasília caíram 68% em maio

foto: Tony Wynston

O número de mortos no trânsito do Distrito Federal
teve redução de 68,75% em maio deste ano em relação ao mesmo mês de 2016. Do
dia 1º até o dia 28, foram 15 vítimas fatais — 33 a menos comparado ao mesmo
período do ano passado, quando foram 48.

Desde o início do ano, a redução foi de 73 mortes
em comparação ao mesmo período do ano passado. “Nesses cinco primeiros meses,
acumulamos os melhores indicadores de toda a história do trânsito no Distrito
Federal”, ressaltou o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg.

De acordo com o Departamento de Trânsito do DF (Detran-DF), de janeiro a maio
deste ano, foram 89 mortes no trânsito, contra 162 no mesmo intervalo de tempo
em 2016.

Rollemberg destacou a ação conjunta dos órgãos de
governo e também o apoio da sociedade como fundamentais para o resultado. Ele
acredita que é preciso aliar ações educativas — de fiscalização e de punição —
com a participação da população no sentido de ampliar a consciência no
trânsito.

“Estamos muito felizes com a queda desses
indicadores, mas não satisfeitos com os números. Queremos uma redução maior,
para que Brasília possa ser cada vez mais uma referência nacional de paz
no trânsito”, disse o chefe do Executivo.

O diretor-geral do Departamento de Estradas de
Rodagem do Distrito Federal (DER-DF), Henrique Luduvice, reforçou que os
acidentes de trânsito não podem ser tratados de forma natural. “A sociedade
precisa cada vez mais incorporar o programa e os princípios da paz e da
cidadania, e o Maio Amarelo trouxe justamente isso”, disse.

Nesta manhã, também foram lançados os livros A Arte de Ensinar a Dirigir, de David
Duarte Lima, e Guia do Instrutor
e Educação para o Trânsito no Ensino Médio, volumes I, II e III, de
David Duarte Lima e Juciara Rodrigues.

As publicações foram patrocinadas pelo DER-DF, com
verba de arrecadação de multas.

A cada 10,4 veículos abordados neste mês por
agentes do Departamento de
Estradas de Rodagem (DER-DF), um condutor foi autuado por embriaguez.

Dos 513 autos de infração por alcoolemia, 400 foram
para homens (77,97%), e 113 para mulheres (22,03%). No mesmo período do ano
passado, foram 258 autuações.

Outro número de destaque divulgado pelo
departamento foi o de pessoas inabilitadas pegas ao volante: 93 neste mês,
contra 50 no mesmo período de 2016. Os flagrantes do não uso do cinto de
segurança pelo condutor do veículo totalizam 126. No ano passado, foram 50.

Ao todo, os agentes do DER-DF abordaram 5.335
veículos e emitiram 4.285 autos de infração.

Dados do Detran-DF apontam que neste mês foram
1.812 operações do tipo blitz, com 130.825 condutores autuados, e 1.992
veículos recolhidos aos depósitos.

Em operações de fiscalização, foram multados 1.905
condutores por dirigirem após a ingestão de bebida alcoólica ou substância
psicoativa — número 29,4% maior que o registrado em 2016. Oitocentos e oitenta
e três condutores inabilitados foram flagrados pelos agentes do órgão.

O diretor-geral do Detran-DF, Silvain Fonseca,
disse que os casos que envolvem bebida e direção têm preocupado, mas destacou
que “95% das pessoas que são autuadas por alcoolemia no Distrito Federal são
abordadas antes de se envolver em qualquer tipo de acidente de trânsito”.

Pela Operação Pontos para a Vida, que consiste em
retirar das vias os condutores suspensos ou cassados que insistem em continuar
dirigindo, foram identificados 68 condutores com a carteira suspensa ou
cassada. O aumento foi de 224% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Algumas das ações contam com apoio da Polícia Militar do DF. Os dois
batalhões voltados ao trânsito contam com cerca de 600 policiais. “Além do
trânsito, nosso trabalho avança um pouco mais e faz um cinturão de segurança no
DF. Somente na última semana foram dez armas apreendidas”, disse o comandante-geral
da corporação, coronel Marcos Antônio Nunes de Oliveira.

O Detran-DF contabiliza 148 atividades educativas
feitas pelo órgão com o apoio de parceiros, que atingiram um público estimado
de 103.429 pessoas. Em 2016, esse número foi de 50.810, em 58 ações.

As iniciativas incluíram palestras, cursos,
abordagens, blitze educativas, eventos, ações em vias públicas e atividades em
escolas, empresas e órgãos públicos.

Por meio da campanha Ultrapasse. Não Passe, o respeito ao ciclista foi destacado. A
intenção é conscientizar condutores sobre a distância de segurança de 1,5 metro
do carro em relação a quem circula de bicicleta nas vias. Houve ainda a
revitalização de 112 faixas de pedestres e a instalação de 539 placas de
trânsito.

Já pelo DER-DF, 102.100 pessoas foram atingidas
pelas atividades educativas — mais que o dobro do mesmo período do ano passado,
quando o público foi de 48 mil pessoas.

Os mais de 100 mil participantes estiveram em ações
como o 2º Passeio Motociclístico Maio Amarelo, no dia 10, com 1,5 mil
participantes. No dia 12, foi a vez do 3º Pedal Noturno Maio Amarelo, quando
mil pessoas participaram.

No domingo (28), na 4ª Corrida Maio Amarelo, no
Eixão Norte, 3 mil pessoas, de acordo com o DER-DF, estiveram nas atividades
propostas para o dia.

Houve ainda doação de sangue e blitze educativas,
com o propósito de conscientizar sobre questões voltadas para o trânsito
seguro. No início do mês, por exemplo, além de ressaltar essa questão, uma atividade com o apoio de parceiros promoveu ações de cuidado da saúde a
motoristas e passageiros abordados
.

A iniciativa tem o amarelo em alusão ao significado
de atenção nos semáforos, daí, a campanha “Maio Amarelo” e a marca que
simboliza o movimento é um laço dessa cor.

Ação coordenada entre o poder público e a
sociedade, com atividades de conscientização para um trânsito mais seguro, a
iniciativa tem o objetivo de chamar a atenção para o alto índice de mortos e
feridos nas vias em todo o mundo.

(SAMIRA
PÁDUA, DA AGÊNCIA BRASÍLIA)

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