Criança, que sobrevivia por meio de aparelhos, teve quadro agravado por pneumonia
O bebê que foi salvo após a mãe, uma menina de 12 anos, morrer ao levar um tiro, em novembro do ano passado, morreu nesta sexta-feira (19). A criança estava internada desde então no Hospital Regional de Ceilândia. Segundo a Secretaria de Saúde do Distrito Federal, a criança morreu por complicações de uma pneumonia. O bebê tinha paralisia cerebral e tetraplegia. Desde o nascimento, dependia de aparelhos para sobreviver.
A mãe do bebê, que estava grávida de oito meses, morreu no dia 15 de novembro do ano passado, depois de levar um tiro na cabeça na porta de casa em Águas Lindas de Goiás, região do Entorno do DF. A jovem foi levada em estado grave ao HRC (Hospital Regional de Ceilândia), região administrativa do DF, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital. Logo após a morte, os médicos fizeram uma cesariana e conseguiram salvar o bebê, que ficou internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva). O crime aconteceu quando Clara Elize Araújo França, que completaria 13 anos em dezembro, conversava com três amigos na porta de casa. A jovem estava sentada na calçada quando dois homens passaram em um veículo VW/Gol de cor branca e dispararam diversas vezes contra a adolescente. A polícia informou que ela tentou fugir, mas um dos tiros acertou a cabeça dela.
Segundo a delegacia de Águas Lindas, um dos menores suspeitos de atirar e matar a jovem está apreendido. Um deles morreu e outro está foragido da polícia. A investigação sobre o caso continua e, segundo a polícia, um mandado de prisão foi expedido contra o suspeito que está foragido.
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Em seguida, os dois fugiram no carro e não foram mais vistos. Moradores e familiares ouviram os disparos e chamaram equipes do Corpo de Bombeiros, que chegaram a prestar os primeiros socorros no local. Clara foi levada em estado grave ao HRC, mas morreu assim que deu entrada no hospital.
A polícia informou que os criminosos provavelmente procuravam pelo irmão da vítima, que tem envolvimento com drogas e teria dívida com um traficante. O caso é tratado como acerto de contas e, apesar de os dois suspeitos terem sido identificados, até o momento ninguém foi preso
