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Em seu despacho, o
magistrado também anula pedidos de informações, feitos por Leal à PF, de atos
administrativos do atual diretor-geral da corporação, Paulo Maiurino, que está
à frente do cargo desde abril deste ano.
Moraes afirma que várias das
providências tomadas por Leal “não estão no escopo desta investigação”. Entre
tais providências, está um pedido à Procuradoria-Geral da República de um
procedimento instaurado para verificar a procedência da notícia de relatórios
produzidos pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e/ou o Gabinete de
Segurança Institucional (GSI) para orientar a defesa do senador Flávio
Bolsonaro.
“[As
providências] Se referem a atos que teriam sido efetivados no comando do DPF
Paulo Maiurino, que assumiu a Diretoria-Geral da Polícia Federal em 6/4/2021,
ou seja, após os fatos apurados no presente inquérito e sem qualquer relação
com o mesmo”, explica Moraes.
Felipe Leal
queria incluir, no inquérito sobre a suposta interferência de Bolsonaro, as
decisões de Maiurino que levaram à troca de delegados que atuaram em
investigações sobre o ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles.
No despacho
desta sexta, Alexandre de Moraes determina que o inquérito seja remetido a
Maiurino, a quem caberá designar um novo delegado para dar continuidade às
investigações.
(Metrópoles)
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