Moraes bloqueia “vaquinha” de coalizão cristã que organiza ato de 7 de setembro

“São doações de particulares para financiar a
paralisação planejada por Zé Trovão”, afirmou a PGR, ao pedir mandados de
busca e apreensão

Foto: Daniel Ferreira

A pedido da
subprocuradora-geral da República, Lindôra Araújo, o ministro do Supremo
Tribunal Federal (STF) 
Alexandre de Moraes determinou que o Banco Central bloqueie uma
conta vinculada ao ato contra a democracia marcado para o próximo dia 7 de
setembro.

 

O cantor Sérgio Reis, o
caminhoneiro Zé Trovão, o deputado federal Otoni de Paula (PSC-RJ) e outros
oito investigados foram alvos, nesta sexta-feira (20/8), de mandados de busca e
apreensão.

 

“[Determino]
a expedição de ofício ao Banco Central para o bloqueio da chave PIX
7desetembro@portalbrasillivre.com, bem como da conta a qual a referida chave se
encontra vinculada, nos termos requeridos pela Procuradoria Geral da República,
com envio a esta Corte, no prazo de 24 horas, das informações pertinentes”,
assinalou Moraes.

 

A chave foi divulgada no
site Brasil Livre, que diz ser um espaço de “reflexão e ação da direita
conservadora na internet”.

 

O dinheiro
cai na conta da Coalização Pro-Civilização Cristã. “São doações de particulares
para financiar a paralisação planejada por Zé Trovão, possivelmente patrocinada
por Antonio Galvan e amplamente divulgada por Wellington Macedo e por sua
Marcha para a Família”, assinalou a PGR, segundo a decisão de Alexandre de
Moraes.

 

O presidente da coalização,
Alexandre Urbano Raitz Petersen, também foi alvo da ação desta sexta-feira e
não poderá, inclusive, se aproximar da Praça dos
Três Poderes, de ministros do STF e de senadores.

 

Segundo
o Brasil Livre, o ato de 7 de setembro é organizado pela Associação Brasileira
dos Patriotas (Abrapa) e pela Coalizão da Direita Conservadora (Codac), “grupos
apartidários de organização da sociedade civil”. Eles pedem o impeachment,
destituição e/ou exoneração dos ministros da Suprema Corte e voto impresso
“auditável”.

 

Para isso, organizam um
acampamento em Brasília e paralisação dos caminhoneiros para “exigir o
cumprimento das pautas”.

 

Além de Sérgio Reis, Otoni
de Paula e Zé Trovão, foram alvos da ação Eduardo Oliveira Araújo, Wellington
Macedo de Souza, Antônio Galvan, Alexandre Urbano Raitz Petersen, Turíbio
Torres, Juliano da Silva Martins e Bruno Henrique Semczeszm.

 

Moraes também determinou a
expedição de ofícios ao Facebook, Instagram, Twitter e YouTube, para que as
redes sociais bloqueiem os perfis dos investigados.

 

 

 

 

(Metrópoles) www.jornalaguaslindas.com.br

 

 

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