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Queiroga
disse que o Brasil deve enfrentar redução na produção de unidades nos próximos
meses. Segundo o médico, o Ministério da Saúde trabalha com alternativas para
mitigar os impactos e evitar atrasos nas entregas de doses.
“Nós
vamos ter alguma dificuldade em julho e agosto, mas o Ministério da Saúde tem
acerto com a AstraZeneca para fornecer IFA [ingrediente farmacêutico ativo] até
que a Fiocruz possa produzir vacinas suficientes com IFA nacional”, explicou.
O vice-presidente da CPI da
Covid, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP),
reiterou ao depoente que, para o país alcançar a meta compromissada por
Queiroga, de imunizar toda a população vacinável até o fim de 2021, seria
necessário imunizar, em média, 2,5 milhões de brasileiros por dia.
Na
avaliação do titular da Saúde, o compromisso deve ser cumprido dentro do prazo
proposto. “A OMS previu se atingir essa meta de 10% da população mundial em
outubro. A nossa meta é vacinar até o fim do ano a população acima de 18 anos.
Em dezembro, teremos condições de vacinar a população brasileira com as doses
que já estão contratadas”, disse, ressaltando que “esse é o objetivo, desde que
haja doses suficientes.”
Ainda de
acordo com o ministro, o Programa Nacional de Imunização tem capacidade de
aplicação de 2,5 milhões de doses por dia, e conta, para isso, com 38 mil salas
de vacinação em todo país.
Queiroga
prestou o segundo depoimento ao colegiado. Ele retornou após a primeira oitiva
ter sido avaliada pelos senadores como “pouco esclarecedora”. Na ocasião, o
ministro tinha pouco tempo de cargo e focou o discurso em promessas e
compromissos.
A CPI da
Covid tem o objetivo de investigar as ações e omissões do governo federal no
enfrentamento à pandemia e, em especial, no agravamento da crise sanitária no
Amazonas com o desabastecimento de oxigênio hospitalar, além de apurar
possíveis irregularidades em repasses federais a estados e municípios.
(Metrópoles)
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