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“Estamos planejando para que, no
momento que tivermos todos os dados científicos e tivermos o número de doses
suficiente disponível, já orientar um reforço da vacina. Isso vale para todos
os imunizantes. Para isso, nós precisamos de dados científicos, não vamos fazer
isso baseado em opinião de especialista”, explicou o ministro.
Ele lembrou que o Ministério da Saúde
já encomendou um estudo para verificar a estratégia de terceira dose em pessoas
que tomaram a CoronaVac. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
também autorizou estudos de terceira dose das vacinas da Pfizer e AstraZeneca
no Brasil.
“Sabemos que os idosos têm um sistema
imunológico comprometido e por isso eles são mais vulneráveis. Pessoas que
tomaram duas doses da vacina podem adoecer com a Covid, inclusive ter formas
graves da doença. Mas se compararmos os que vacinaram com duas doses e aqueles
que não vacinaram, o benefício da vacina é incontestável”, disse Queiroga.
Estudos de 3ª dose no Brasil
Em julho, a Anvisa autorizou estudos de terceira dose das vacinas AstraZeneca e
Pfizer. Na ocasião, a agência esclareceu que “ainda não havia estudos
conclusivos sobre a necessidade” de mais uma aplicação dos imunizantes
disponíveis no Brasil.
Sobre os estudos de terceira dose no país:
- Pfizer: investiga os efeitos, a
segurança e o benefício de uma dose de reforço da sua vacina, a Comirnaty.
O imunizante extra será aplicado em pessoas que tomaram as duas doses
completas há pelo menos seis meses.
- AstraZeneca (nova versão): a
farmacêutica desenvolveu uma nova versão da vacina que está em uso no
país, buscando proteção contra a variante beta. Parte do ensaio clínico
prevê que uma dose da nova versão da vacina (AZD2816) seja aplicada em
pessoas que receberam as duas doses da versão atual da AstraZeneca
(AZD1222).
- AstraZeneca (usada no país):
avalia a segurança, a eficácia e a imunogenicidade de uma terceira dose da
versão original da vacina da AstraZeneca (AZD1222) em participantes do
estudo inicial que já haviam recebido as duas doses do imunizante, com um
intervalo de quatro semanas entre as aplicações.
- CoronaVac: o grupo será dividido em
quatro: 25% vão receber como terceira dose a vacina da Pfizer, 25% da
AstraZeneca, 25% da Janssen e 25% da CoronaVac. O objetivo é saber
se a terceira dose vai aumentar o número de anticorpos. Os pesquisadores
também vão avaliar a segurança dessa terceira dose, possíveis reações,
como febre e dor, já que serão testadas vacinas diferentes em cada grupo.
(G1) www.jornalaguaslindas.com.br
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