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O Brasil recebeu 1,2 milhão de doses do imunizante e
outras 2 milhões de unidades da fórmula de Oxford/AstraZeneca. O quantitativo do fármaco do Butantan deve ser
utilizado com parcimônia pelos estados e municípios, pois deverá ser destinado
à aplicação das duas doses da vacina, conforme alertou a pasta federal da Saúde.
De acordo
com o ministério, o intervalo de duas a quatro semanas entre a aplicação das
doses deve ser respeitado, e gestores da saúde devem considerar, ao vacinar a
população, que “ainda não há um fluxo de produção regular do imunizante” no
Brasil, buscando “evitar prejuízos”.
“Considerando que
ainda não há um fluxo de produção regular da vacina, orienta-se que a D2 [dose
2] seja reservada, para garantir que o esquema vacinal seja completado dentro
desse período, evitando prejuízo nas ações de vacinação”, ressaltou a pasta.
Sobre a vacina de
Oxford/AstraZeneca, o ministério afirmou que a remessa recebida corresponde
apenas à entrega da primeira dose. O órgão federal esclareceu ainda que as
unidades referentes à segunda aplicação serão entregues posteriormente,
respeitado o intervalo de 8 a 12 semanas entre as duas doses.
“Ressalta-se
que o quantitativo correspondente a D2 da vacina AstraZeneca/Fiocruz será
distribuída às UFs em prazo oportuno, a fim de completar o esquema vacinal. É
importante destacar que o intervalo entre as D1 e D2 de oito a doze semanas
está preservado e deverá ser observado, conforme consta no PNO e bula da
vacina”, destacou a Saúde
A
decisão de se reservar unidades para a segunda dose contradiz uma informação
fornecida por dirigentes da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP), na última
sexta-feira (19/2). Naquele dia, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello,
reuniu-se com os integrantes do grupo para debater mudanças no cronograma da
imunização.
Segundo
o presidente da FNP, Jonas Donizette, Pazuello garantiu que o ministério
aplicará, inicialmente, apenas uma dose do imunizante a cada brasileiro, com a
remessa de 4,7 milhões de vacinas que deve chegar ao país entre os dias 24 e 28
de fevereiro.
Do
total, 2 milhões são de doses da fórmula de Oxford/AstraZeneca/Fundação Oswaldo
Cruz (Fiocruz). Os outros 2,7 milhões são do imunizante Coronavac.
O
ministro teria informado que a segunda dose seria administrada com a vacina
produzida no Brasil, que deve ser fabricada a partir do mês de março. Nesta
quarta, porém, o Ministério da Saúde voltou a recomendar a reserva de unidades
para a segunda aplicação.
Distribuição de doses
De acordo com a pasta,
todos os estados e o Distrito Federal começaram a receber 2 milhões de doses da
vacina da AstraZeneca/Oxford e 1,2 milhão de unidades do imunizante Coronavac,
do Instituto Butantan.
Devido à
situação das redes de saúde do Norte do país, os estados dessa região vão obter
5% do total de doses de vacinas disponíveis, por meio de um fundo estratégico,
para diminuir o aumento de óbitos no local.
Desse
recorte, a maior parte será entregue ao Amazonas (70%). Além disso, 20% serão
enviados ao Pará e os outros 10% ficarão com o Acre.
(Metrópoles)
www.jornalaguaslindas.com.br
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