Médico é suspeito de matar oito pacientes em UTI de Santa Catarina

O inquérito está com o Ministério Público, que
analisa o documento para definir se fará a denúncia à Justiça nos próximos dias

Foto PCSC

O médicosuspeito de
matar pacientes
em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) de Itajaí foi indiciado pela Polícia Civil por oito homicídios. O inquérito está com o Ministério Público, que analisa o documento para definir se fará a denúncia à Justiça nos próximos dias. O profissional continua afastado das atividades e a defesa dele garante que a acusação é equivocada.

 

O caso é investigado desde o
ano passado, quando denúncias de que Gustavo Deboni teria “abreviado a vida”
dos pacientes com medicações e desligando respiradores surgiram. Conforme o
delegado Sérgio Sousa, as vítimas estavam em estado grave na UTI do
Hospital
Marieta Konder Bornhausen
, entre 2017 e 2019.

 

No começo deste ano,
policiais cumpriram mandados de busca e apreensão na unidade de saúde para
averiguar dados de computadores. Os agentes também foram até o
apartamento do médico. Todo o material foi levado ao Instituto Geral de
Perícias (IGP).

 

Em agosto do ano passado, a
colunista Dagmara Spautz trouxe com exclusividade a informação de que Deboni
havia sido suspenso do Conselho
Regional de Medicina
(CRM). Em dezembro, porém, a
interdição foi revogada. A Justiça interveio e estabeleceu medidas cautelares
contra ele. Por isso, o profissional continua proibido de atender.

 

O inquérito foi encaminhado
ao Ministério Público há uma semana (dia 6). O promotor Luís de Oliveira Souto
é o responsável por analisar as provas colhidas. A princípio, o tempo para
definir se a denúncia será formalizada é de 15 dias, mas a promotoria, em nota,
alertou que “se trata de fatos complexos, que demandam minuciosa análise de
diversos prontuários médicos e das perícias juntadas até o momento”.

 

A advogada de Deboni, Louise
Mattar Assad, diz que a perícia feita pelo IGP não identificou “nexo de
causalidade entre a atuação do médico e os óbitos”, o que afastaria a tese de
negligência, imperícia ou imprudência. 

 

Em nota, destacou o fato do
CRM devolver o direito do profissional de exercer o ofício por reconhecer a
“ilegalidade e falta de veracidade das acusações”. Por último, escreveu que
Deboni está disposto a esclarecer “essa falsa teoria conspiratória deflagrada
por interesses escusos”.

 

À época do início das
investigações, a assessoria do hospital Marieta se manifestou por nota. “O
Hospital Marieta, como sempre, agirá dentro da legalidade acatando e cooperando
com os órgãos competentes e de classe. Os fatos serão apurados conforme o
sigilo dos processos determina. A direção salienta que a instituição nunca
havia recebido qualquer denúncia referente ao gerente médico”.

 

A representação contra o
médico chegou ao Ministério Público em março do ano passado por meio da Univali,
onde ele era professor do curso de Medicina. O inquérito tramitou em sigilo na
primeira fase, e incluiu a análise dos prontuários de pacientes que foram
atendidos pelo médico no dia em que morreram, ou que tiveram a declaração de
óbito assinada por ele.

 

O MP informou que, além das
suspeitas de que pelo menos oito pessoas tiveram a vida abreviada pelo médico,
ele também é investigado por outras infrações disciplinares. O profissional foi
suspenso do Hospital Marieta no dia 14 de agosto, a pedido da Promotoria.

 

 

 

 

 

 

 

 

(NSC TV)
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