Ele alertou para a necessidade do governo Temer retomar imediatamente a discussão sobre as reformas estruturantes para que o país saia da crise
Da Redação JAL
O governador Marconi Perillo cumpre, hoje, o primeiro dia da
agenda de sua missão comercial em Nova York (EUA). Durante toda a manhã,
participou de uma mesa de discussões do V World Economy and Brazil, no Harvard
Club, comandada por três renomados economistas, que traçaram as medidas que
precisam ser tomadas pelo governo federal para que o país se recupere da grave
crise econômica que atravessa. Após o evento, Marconi concedeu entrevista à
imprensa e afirmou que as reformas estruturantes são urgentes para que o Brasil
chegue ao patamar de prosperidade almejado.
“Perdemos 14 anos no Brasil sem reformas. É
preciso reconquistar esse espaço perdido focando para valer, priorizando para
valer e buscando consenso em relação a essas reformas. As reformas
estruturantes são sempre muito difíceis, polêmicas, mas absolutamente
necessárias. Sem passar por elas o Brasil não vai conseguir chegar a esse
patamar de prosperidade que nós desejamos”, afirmou.
O debate aconteceu entre o fundador da Gávea
Investimentos e ex-presidente do Banco Central do Brasil, Arminio Fraga; o
Diretor do Centro de Economia Mundial da Fundação Getúlio Vargas e
ex-presidente do Banco Central do Brasil, Carlos Geraldo Langoni, e o diretor e
economista do Banco Bradesco, Octavio de Barros. Marconi
classificou a discussão como positiva, uma vez que os três fizeram um detalhado
diagnóstico da situação política e econômica do Brasil, “mas, principalmente,
falaram de um otimismo moderado”. “Acreditam que após a mudança do governo as
coisas comecem a se resolver para melhor no país. O cenário em médio prazo é um
cenário positivo”, disse.
Atentou, porém, que além da urgência das reformas
o Brasil precisa investir em inovação, em eficiência, competitividade e
produtividade. “É preciso discutir e implantar rapidamente a reforma da
previdência, a reforma trabalhista, a reforma tributária, e, em minha opinião,
a mais importante, que é a reforma política. Todos falaram também de quatro
outros aspectos que são fundamentais para o Brasil sair da crise: investimentos
na eficiência, inovação, competitividade e produtividade. Foram mantras que
todos disseram aqui e que são essenciais”, observou.
Informou, ainda, que os três economistas também
foram categóricos ao dizer que o Brasil precisa hoje de confiança. “Confiança e
trabalho. Não adianta falar em confiança sem que haja ação pragmática, clara,
no sentido de fazer mudanças estruturais que levem o Brasil a um novo patamar a
partir de agora, com a geração de mais empregos e a melhoria da área econômica
que possa resultar em recursos para investimentos em infraestrutura e em outras
áreas”, declarou.
O governador disse também que os economistas
falaram ainda da importância do agronegócio para a economia brasileira, e que é
preciso fortalecê-lo. “Todos são unânimes em dizer que se desperdiça muito
dinheiro no Brasil por falta de planejamento, por falta de bons projetos e por
conta da falta de foco na gestão”, frisou. Ele informou que está, junto à sua
comitiva, conversando com investidores fortíssimos, tanto do Brasil quanto dos
Estados Unidos, que são potenciais industriais do futuro em Goiás.
“E tivemos a honra de ter o Estado convidado para
fazer a grande apresentação para os empresários brasileiros e americanos
através do LIDE. Isso é muito importante. No ano passado, foi São Paulo. Nós
somos o segundo estado a se apresentar para uma plateia tão importante e seleta
como essa aqui em Nova York”, acrescentou. Marconi lembrou que Goiás é
referência econômica hoje porque o governo procurou investir, ao longo do
tempo, nas parcerias privadas e, principalmente, nas gestões novas e
estratégicas na saúde e, agora, na educação.
“O mais importante é inovação, competitividade,
infraestrutura. Temos hoje dois programas que são as espinhas dorsais do nosso
governo. Um focado na inovação, que é o Inova Goiás, e o outro é o Goiás Mais Competitivo.
Para sair da crise vamos ter de investir muito em criatividade e em programas
que possam fazer a diferença. Tanto na inovação quanto na competitividade o
aspecto da infraestrutura é muito importante. O outro é investir para valer em
educação e formação tecnológica”, avaliou.
Fonte : emaisgoias.com.br
