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Durante a semana,
apoiadores do presidente Jair Bolsonaro começaram a se organizar nas redes sociais
para os eventos deste Dia do Trabalhador. As manifestações aconteceram pelo
país e tiveram o objetivo de criticar as medidas de isolamento social e
defender a volta das atividades normais, com o argumento de que o brasileiro
precisa recuperar a sua liberdade para trabalhar.
Os
protestos ocorreram no momento em que o Brasil ultrapassou a marca de 400 mil
mortos pela Covid-19. Por todo o país, grupos e militantes de direita
promoveram manifestações de apoio a Bolsonaro, pela adoção do voto impresso e
exigiram que sejam pautados pedidos de impeachment de ministros do STF.
Tradicionalmente, as manifestações do Dia do
Trabalhador eram lideradas pelas centrais sindicais. No entanto, em função da pandemia e das
orientações sanitárias para que a população evitasse aglomerações, sindicatos
organizaram a live 1º de Maio pela Vida.
Já entre o fim da manhã e o
início da tarde, milhares de manifestantes favoráveis ao presidente continuaram
na Esplanada dos Ministérios, em volta de trios elétricos que pediam, entre
outras coisas, o voto impresso aditável e a saída dos ministros do Supremo
Tribunal Federal (STF).
O principal lema é “Eu
autorizo, presidente”, em referência à sinalização que Bolsonaro diz aguardar
do povo brasileiro para tomar providências contra o que os manifestantes chamam
de “militância judiciária”. O uso das Forças Armadas é incentivado para acabar
com medidas de combate à Covid-19 e garantir a destituição dos membros do STF.
A manifestação tomou conta
de toda a via do Eixo Monumental na direção Rodoviária-Congresso. Foram
milhares de carros buzinando e pessoas no gramado aguardando que o presidente
aparecesse para conversar com os apoiadores.
Mais cedo, Bolsonaro
sobrevoou de helicóptero o gramado da Esplanada. Pela janela, ele acenou, mas
logo foi embora.
Os
oposicionistas saíram do local após o aumento do número de apoiadores de
Bolsonaro.
(Metrópoles) www.jornalaguaslindas.com.br
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