Mais de 6,4 mil residências do Sol Nascente terão rede de esgoto

Moradores
terão de fazer adaptações para ligar os imóveis aos quase 100 mil metros de
tubulações que serão implementados

Mais de
6,4 mil residências serão beneficiadas pelos 99.933 metros de tubulações que
serão colocados no Sol Nascente até setembro deste ano.

Aldo, de
57 anos, ocupa uma das 6.473 residências que serão beneficiadas pelos 99.933
metros de tubulações que serão colocados no Sol Nascente até setembro deste
ano. Para usufruir da benfeitoria, ele terá de adaptar o lote para conectá-lo à
rede da Companhia de Saneamento
Ambiental do Distrito Federal (Caesb).

Segundo o
gerente de Mobilização Comunitária da companhia, Cesar Rissoli, as redes são
construídas com caixas de conexão personalizadas, com localização e
profundidade para as condições de cada residência. “Visitamos cada lote, onde identificamos a situação real das
instalações internas”
.

Com o
sistema pronto para receber o esgotamento, funcionários da Caesb visitam os
terrenos novamente para entregar uma carta de autorização de ligação, material
de orientação sobre como fazer a conexão e indicações. Junto, há um telefone
para pedir ajuda de técnicos da companhia em casos de dúvidas.

“Não temos que pedir, mas agradecer, porque
trocar a fossa séptica diminui o risco de contaminação dos lotes”
. Aldo
Vieira, pedreiro e

 morador do Sol Nascente.

A
recomendação de Rissoli é contratar um bombeiro hidráulico para fazer a conexão
do imóvel à rede, o que envolve de um a cinco metros de tubos. “É muito comum que a única complementação
que o morador precise fazer seja instalar uma caixa de gordura na saída da
tubulação da cozinha”
.

Vieira,
por ser pedreiro, disse que ele mesmo fará a implementação na casa que divide
com a esposa. “É fácil, só preciso do material.
Até tenho as ferramentas”
, justificou. Ele terá um prazo de até 30 dias
para fazer a ligação.

Iniciada
em abril de 2016, a construção da rede pública de esgoto no Sol Nascente já
teve 91,28 mil metros executados até o momento. Foram liberados pela Caesb para
fazer uso do sistema 2.183 imóveis. Os recursos, de cerca de R$ 7,6 milhões,
são do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC), da Caixa Econômica Federal.

Decreto nº 5.631 estabeleceu que as residências em áreas
do DF com sistema da Caesb implantado devem fazer o esgotamento na rede
pública. Nos locais ainda não contemplados, é obrigatório o uso de fossas
sépticas.

Rissoli
ressalta que a empresa pública faz vistorias periódicas para checar se os lotes
são ligados à rede. Caso não tenha sido feita a conexão, é emitida uma
notificação com novo prazo.

Numa
segunda visita, o morador fica sujeito a multas com valores variados, se o
terreno não estiver conectado. “De
maneira geral, não é necessário a aplicação de multas, pois os moradores têm
interesse em eliminar a fossa dos terrenos e utilizar o sistema de esgoto”
,
relatou o gerente da Caesb.

Além da
rede de esgoto, o Sol Nascente recebe obras de drenagem pluvial e pavimentação.
De acordo com a Secretaria de
Infraestrutura e Serviços Públicos, elas começaram em fevereiro de 2015
e são divididas em três trechos.

No trecho
1, foram executados 25,2 quilômetros de redes de drenagem, com cinco lagoas de
retenção e 304,9 mil metros quadrados de pavimentação. Isso corresponde a 44
quilômetros de vias com sete metros de largura.

Também
são construídas quatro bacias e redes de drenagem, que já têm 60% dos servidos
finalizados. A previsão é que as obras no trecho terminem no segundo semestre
deste ano.

Já no
trecho 2, foram feitos 30,3 quilômetros de redes de drenagem, com três lagoas
de retenção e 493,5 mil metros quadrados de pavimentação (70 quilômetros de via
de sete metros de largura).

As obras
do Trecho 3 ainda não começaram, pois a Secretaria de Infraestrutura aguarda a
licença de instalação. Mas estão previstas as construções de três bacias de
drenagem, de 21,3 quilômetros de redes, com três lagoas de retenção e 450,5 mil
metros quadrados de pavimentação.

As obras
de infraestrutura no Sol Nascente atenderão cerca de 100 mil pessoas com
recurso de R$ 188 milhões. Desse montante, 95% são da Caixa Econômica Federal e
5% do governo de Brasília.

(Vinicius
brandão)

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