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O ex-juiz e ex-ministro da Justiça foi o responsável pela condenação em primeira instância do processo que tornou o ex-presidente inelegível.
Lula ficou preso 580 dias
por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá.
Nesse
processo, ele foi condenado em 2018 a 12 anos e um mês de prisão na segunda
instância. Ano passado, foi condenado novamente em segunda instância, desta vez
no caso de Atibaia.
Em
decisão unânime, o petista foi condenado a 17 anos e 1 mês de prisão também
pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.
Seu
discurso ocorre hoje 10/03 a partir das 11:00hs.
Antes de
fazer o pronunciamento, subiu ao palco Wagner Santana, presidente do sindicato,
pouco depois das 11h. Ao abrir o discurso, Lula disse esperar que todos
estivessem de máscara. “Espero que todo
mundo esteja de máscara, esteja se cuidando e que brevemente todos vocês tomem
vacina.”
O
ex-presidente lembrou o tempo em que esteve preso e afirmou que se entregou
contra a vontade, mas não iria aparecer como fugitivo. “Como eu tinha clareza das inverdades contadas sobre mim, tomei a
decisão de provar a minha inocência dentro da sede da PF, perto do juiz Moro”,
disse.
“Fui vítima da maior mentira jurídica contada em 500 anos de
história”, continuou.
Com a decisão de Fachin,
essas duas condenações foram imediatamente anuladas.
O
ministro do Supremo entendeu que as ações envolvendo o ex-presidente não
poderiam ser julgadas pela Justiça Federal do Paraná, uma vez que os fatos apresentados não
têm relação direta com o esquema de desvios na Petrobras, do qual
Lula é acusado.
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| Foto Fabio Vieira
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Fachin também argumentou
que, desde o início da Operação Lava Jato, vários processos deixaram a Vara do
Paraná pelo mesmo motivo.
Sendo assim, o ministro
definiu que cabe à Justiça Federal do Distrito Federal decidir se os atos
realizados nos processos envolvendo Lula podem ser validados ou reaproveitados.
A decisão de Fachin tem
caráter processual. O ministro não analisou o mérito das condenações.
(Metrópoles) www.jornalaguaslindas.com.br
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