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| foto reprodução |
Moradores do Lago Norte contarão com um ParCão —
espaço para convivência de cães — a partir de domingo (25). A concepção do
local, na QI 2, próximo a um supermercado, levou em conta aspectos
comportamentais dos animais. A inauguração será a partir das 9 horas.
Esse é o primeiro ParCão do Distrito Federal a
observar características desse tipo. Nele existem áreas separadas para cães
mais ativos e de maior porte e para os menos vigorosos, idosos ou com algum
tipo de deficiência. Há também zonas de sombra e de sol, entre outros cuidados.
O projeto foi concebido pela Secretaria do Meio Ambiente em parceria com especialistas voluntários e
integrantes de organizações não governamentais. A contratação da obra coube
à Administração Regional do Lago
Norte, ao custo de R$ 103 mil.
Os recursos são da pasta do Meio Ambiente, obtidos
por meio do Comitê Interinstitucional da Política Distrital para os Animais (Cipda).
A ideia é garantir que o espaço de convivência
garanta o bem-estar do animal. “Os outros
‘parcães’ criados no DF eram apenas um lugar cercado, totalmente descoberto e
sem separação de áreas de acordo com o porte e a personalidade do animal”,
explica a chefe da Unidade Estratégica de Direitos dos Animais da Secretaria do
Meio Ambiente, Mara Moscoso.
No Lago Norte, há locais com sombra e gramado. “Cães são como bebês, não devem tomar sol em
horários muito quentes”, compara Mara.
Outra opção com foco no bem-estar foi a de não
instalar equipamentos de agility,
como rampas e túneis. “Somente animais
com treinamento específico para esses aparelhos têm condição de usá-los. E a
maioria dos cães não o têm”, explica a médica veterinária Cecília Carreiro,
especialista em comportamento animal.
Cecília atuou voluntariamente na elaboração do
ParCão do Lago Norte. Ela conta ser bastante comum que tutores coloquem animais
no alto das rampas. “O resultado é o cão
ficar paralisado de medo”, destaca.
Para evitar contaminação, o espaço também não terá
mesas. O objetivo é não incentivar piqueniques. “Vemos que alguns tutores costumam colocar os animais em cima da mesa.
Assim, há o risco de transmissão de doenças por meio dos alimentos”,
detalha a médica veterinária.
Pontos de água serão colocados à disposição para
abastecimento de recipientes. Não se trata de bebedouros, por isso, não será
possível o contato direto dos cães com as torneiras. É uma forma de evitar
transmissão de doenças pela saliva.
O ParCão do Lago Norte tem 800 metros quadrados e
funciona todos os dias de forma gratuita. Postes de iluminação permitem visitas
também no período noturno.
Para frequentá-lo, no entanto, é preciso observar
algumas normas de conduta, apresentadas em placas:
·
Os
animais só poderão ficar no cercado acompanhados dos tutores
·
Os
tutores devem ter força e tamanho suficientes para controlar o animal
·
A
presença de crianças é permitida no espaço, mas acompanhadas dos pais ou
responsáveis
·
Se
houver conflito entre cães, é obrigatória a intervenção dos tutores
·
Também
é obrigatório o recolhimento de fezes dos animais
·
Os
animais devem estar vacinados e vermifugados, não ter infestação de pulgas nem
carrapatos
·
As
fêmeas não podem estar no cio
Espaço de
convivência também para as pessoas
O ParCão do Lago Norte integra a Praça da Família,
onde há um ponto de encontro comunitário, circuito de ginástica e quadras de
vôlei.
A ideia é que o espaço fortaleça o convívio entre
os moradores, de acordo com o administrador regional do Lago Norte, Marcos
Woortmann. “A iniciativa é uma forma de recriar laços comunitários. Não são só
os cães que convivem entre eles; as pessoas que os levarem ao ParCão também
poderão interagir umas com as outras”, afirma.
A criação do espaço de convivência beneficia uma
população de cerca de 37 mil pessoas, de acordo com a Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios 2016 (PDAD),
elaborada pela Companhia de
Planejamento do Distrito Federal (Codeplan).
O levantamento considera os moradores do Lago
Norte, Setor de Mansões do Lago Norte, Taquari e zonas rurais.
O modelo do ParCão do Lago Norte se baseou em
experiências de outras cidades, como São Paulo e Niterói, e servirá de
referência para outras regiões administrativas. “A ideia que outras cidades do
DF que queiram replicar o projeto possam usar o nosso modelo”, defende
Woortmann.
Programação
diversificada para inauguração
No dia da inauguração, ocorrerá uma Cãominhada
Solidária. Para participar, os tutores devem doar, no mínimo, 1 kg de ração de
cão ou gato. Se doar R$ 15, terá direito a um kit com produtos para o animal.
Toda a ração obtida será destinada a grupos de
proteção de animais vítimas de maus-tratos ou abandono. Os valores arrecadados
serão revertidos em campanha para cirurgias de castração de bichos criados por
famílias de baixa renda.
Inauguração do ParCão do
Lago Norte.
No domingo (25)
Das 9 às 12 horas
Na QI 2, ao lado do estacionamento do Pão de Açúcar
Entrada gratuita
(Agência Brasília/redação JAL)
