O empresário Eike Batista terá de
pagar uma fiança no valor de R$ 52 milhões para ter direito a continuar em
prisão domiciliar. A decisão foi anunciada ontem (2/05) pelo juiz Marcelo
Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.
Em sua decisão, Bretas relaciona o
caso de Eike a de outro implicado na Operação Lava Jato, Flávio Godinho. Tido
como braço direito do empresário, Godinho teve R$ 52 milhões em bens
bloqueados.
O juiz relata que na conta corrente de Eike havia pouco mais de R$ 158 mil, o
que, na visão do magistrado, poderia significar ocultação de bens.
“Assim, entendo
necessária a decretação de medida cautelar adicional e fixo para o acusado Eike
Fuhrken Batista a fiança de R$ 52 milhões, a qual, ao lado das medidas
cautelares anteriormente fixadas, substituirá a prisão preventiva inicial.
Intime-se pessoalmente o acusado para efetuar, em cinco dias úteis, o
recolhimento da fiança arbitrada, certo de que o descumprimento deste prazo,
assim como de qualquer das medidas cautelares a que está submetido, acarretará
o restabelecimento da prisão preventiva inicialmente decretada”, escreveu Bretas
em sua decisão.
Eike está em prisão domiciliar desde
a última sexta-feira (28/04), por decisão do ministro do Supremo Tribunal
Federal (STF) Gilmar Mendes.
Lílian Beraldo/ Vladimir
Platonow
