|
Criado há três anos, o projeto ficou
parado devido à pandemia. Após cada música, abre-se um debate para que todos
participem e coloquem ideias e percepções para o grupo presente sobre as letras
e significados. A atividade é oferecida todas as terças-feiras, às 8h30.
“Este é um projeto muito bacana, música
é vida e este é um momento de leveza, em que todos os pacientes e servidores
começam o dia com alegria e tranquilidade. Além disso, é um projeto que acolhe,
traz confiança e liberdade de expressão para os pacientes, que se sentem à
vontade para expor suas ideias. O maior foco é a interação do paciente, pois a
música ajuda até mesmo em seu prognóstico”, explica o diretor de Atenção
Secundária da Região Centro-Sul, Thiago Braga.
A musicoterapia foi implantada na
Região Centro-Sul por ideia da superintendente Flávia Oliveira e também ocorre
no Hospital Regional do Guará há um ano.
Nesta terça-feira as músicas
escolhidas para serem cantadas foram Mais Uma Vez (Renato Russo) e Anunciação
(Alceu Valença). O paciente Robson José da Silva, de 42 anos, gostou muito de
participar do projeto Meu Canto. “Essa é uma iniciativa maravilhosa, um momento
de acolhimento que é tão bom que a gente nem vê o tempo passar enquanto espera
para ser atendido. Achei essa iniciativa muito legal, acho que deveria ser implantado
em todos os hospitais”, avalia.
A música fica por conta dos psicólogos
Aristóteles de Oliveira e Simone Duarte. Eles cantam as canções e propõem as
reflexões para os pacientes. “A arte sempre foi utilizada como terapia, sempre
investimos em arte como método terapêutico. O principal objetivo do Meu Canto é
relaxar os pacientes em um momento de leveza e tranquilidade, reduzir a
ansiedade para que eles cheguem nas consultas mais tranquilos e menos
introspectivos, pois já foram estimulados com a música”, ressalta Aristóteles.
Simone acredita que o Meu Canto possui
dois vieses, sendo um voltado para o lugar de expressão, de cantar, e o outro
no sentido de lugar no mundo, de existir e ser importante. “Queremos que as
pessoas entendam que elas têm seu lugar e podem ser ouvidas. A música alcança
isso”, conclui.
O Instituto de Saúde Mental possui
equipe multidisciplinar composta por psiquiatras, psicólogos, nutricionistas,
enfermeiros e assistentes sociais e atende pacientes regulados que estejam com
quadro clínico estável.
(Agência Brasília) www.jornalaguaslindas.com.br
|