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| foto divulgação |
O câncer de próstata afeta uma glândula localizada abaixo da
bexiga e adiante do reto, cuja função é produzir sêmen, o material biológico
que contém os espermatozoides. Como qualquer outro tipo de doença maligna, esse
câncer também se origina da divisão e da multiplicação desordenada das células,
que efetivamente formam a lesão e podem se espalhar pela corrente sanguínea,
atingindo outros órgãos e tecidos do corpo.
Em decorrência do diagnóstico tardio, o câncer de próstata
continua sendo o segundo tumor maligno que mais faz vítimas entre os homens, só
perdendo para o câncer de pulmão. O número de casos vem crescendo mundialmente
a cada ano, um pouco pela maior capacidade diagnóstica, é verdade, mas,
sobretudo, pelo aumento da expectativa de vida da população mundial. A doença,
afinal, tem predileção por homens com mais de 50 anos. Aos 75 anos, metade da
população masculina pode desenvolver o tumor.
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| Clínica Santa Mônica |
Apesar da alta incidência e da elevada mortalidade associada a
esse câncer, a detecção precoce aumenta muito suas chances de cura e de
controle. Daí a importância do rastreamento periódico de lesões suspeitas para
todo homem a partir da quinta década de vida.
Causas e sintomas
No estágio inicial, o câncer de próstata costuma cursar de forma
lenta e quase sempre sem sintomas – o que aumenta a importância do rastreamento
periódico para permitir o diagnóstico precoce. Os sinais clínicos em geral
surgem numa fase mais avançada da doença e incluem necessidade freqüente de
urinar, principalmente durante a noite, jato urinário fraco, dor e dificuldade
na hora de urinar, presença de sangue na urina, sensação de esvaziamento
incompleto da bexiga após a micção, dificuldade de ter ereção, gânglios
aumentados na virilha e dores na região pélvica.
Quem possui parentes diretos que tiveram essa doença antes dos 60
anos, como pai e irmãos, apresenta um risco de adquiri-la de três a dez vezes
maior que o restante da população masculina.
É oportuno lembrar que o tumor maligno de próstata também afeta
mais os afrodescendentes que outras raças. A incidência da doença entre os
negros é de 37%.
Exames e diagnósticos
Os achados ao exame clínico e os resultados de um teste
laboratorial de sangue para dosar o antígeno prostático específico (PSA), um
marcador bioquímico da próstata, podem levantar a suspeita do diagnóstico. A
confirmação, contudo, exige uma ultrassonografia da região acompanhada de
biópsia da próstata, que consiste na extração de minúsculos fragmentos da
glândula, por meio de punções feitas por via retal.
Tratamento e prevenções
O tratamento é individualizado e dependente do estágio clínico da
doença, podendo usar isoladamente ou de forma combinada a cirurgia para a
retirada da próstata, a radioterapia para reduzir as dimensões do tumor e
eliminar as células malignas e a hormônio-terapia, que bloqueia a ação dos
hormônios masculinos com medicamentos ou mesmo com intervenções cirúrgicas,
como a extração dos testículos.
A arma mais efetiva para o homem é visitar anualmente um
urologista a partir dos 45 anos para rastrear a existência de lesões no estágio
inicial, com exame clínico e dosagem de PSA. Para os afrodescendentes e os
indivíduos com história desse câncer na família, o rastreamento deve começar
mais cedo, a partir dos 40 anos.
(redação
JAL)

