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Atualmente, o salário mínimo é de R$
R$ 1.100. O reajuste de 6,2%, se aprovado pelo Congresso, começará a valer em
janeiro de 2022, com pagamento a partir de fevereiro.
O valor representa um aumento de R$ 69
em relação ao salário mínimo atual. Também equivale a mais R$ 22 na comparação
com os R$ 1.147 propostos inicialmente para 2022. A explicação para esse
reajuste é o impacto da inflação de 2021.
Para a inflação deste ano, foi
considerada alta de 5,90% para o IPVA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor
Amplo) e de 6,2% para o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor),
inflação das famílias com renda de até cinco salários mínimos, que dá base ao
piso salarial.
O valor do salário mínimo proposto
pelo governo para o ano que vem tem correção somente pela inflação. Esse
formato já foi adotado desde 2020, quando a área econômica concedeu reajuste
somente com base na inflação do ano retrasado. Com isso, o governo mudou a
política de aumentos reais (acima da inflação) que vinha sendo implementada nos
últimos anos.
O aumento do mínimo afeta
aposentadorias, abono salarial e benefícios sociais.
Veja os últimos reajustes do salário mínimo
2021 – R$ 1.100,00 (5,2%)
2020 – R$
1.045,00 (4,7%)
2019 – R$
998,00 (4,6%)
2018 R$ 954,00
(1,8%)
2017 – R$
937,00 (6,48%)
2016 – R$
880,00 (11,6%)
O valor faz parte do PLOA (Projeto de
Lei Orçamentária Anual) que detalha a proposta do governo federal enviada
pelo Poder Executivo para os Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social para
2022.
O documento foi elaborado considerando
crescimento de 5,3% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2021, e de 2,5% em
2022, 2023 e 2024.
Em relação ao câmbio, estima-se a
média anual de R$ 5,20 por dólar em 2021 e de R$ 5,15 por dólar em 2022.
O PLOA 2022 apresenta o Orçamento da
União com despesas que somam R$ 4.619,6
bilhões, referentes aos três Poderes. Desse total, R$ 2.008,3 bilhões
correspondem ao total de
despesas primárias do Governo Central. As despesas financeiras correspondem a
R$ 2.611,3
bilhões.
(R7)
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