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O secretário de Saúde de Goiás,
Ismael Alexandrino, confirmou ao Metrópoles o plano de desmobilização dos leitos. “A desmobilização gradativa
já começou”, afirmou. A rede estadual, incluindo as unidades conveniadas, tem
410 vagas de UTI Covid, mas 59% delas (242) estavam desocupadas na noite de
segunda-feira (18/10).
No caso de hospitais que já
existiam antes da pandemia, as vagas de UTI deles voltarão a ser destinadas a
internações gerais. “A tendência é aumentar [a desmobilização] nos próximos
meses”, disse o secretário. A situação também se estende para a unidades de
saúde da rede privada.
No auge da pandemia, a rede
estadual chegou a registrar 900 pedidos para internação em leitos Covid, por
dia, e, atualmente, esse número caiu para 7. Por causa dessa redução e
consequente ocupação das vagas, o estado tem o desafio de buscar saídas para que
a população não fique desamparada, com unidades de saúde subutilizadas ou
abandonadas em suas cidades.
Desde o início de agosto,
segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde de Goiás (SESGO), a taxa de
ocupação de leitos de UTI Covid da rede pública estadual está em torno de 40%.
Os números de mortes e de internação por complicações da doença têm apresentado
queda, apesar de quase 60% da população ainda não ter sido vacinada.
Se a pandemia for controlada e
a promessa do governo sair do papel, mais de 200 vagas de UTI deverão ser
abertas para a população no estado, considerando o total delas em hospitais de
campanha que existem em seis municípios: Goiânia, Itumbiara, Formosa, Jataí,
Luziânia e Uruaçu. Incluídas as enfermarias, o número de leitos sobe para 600.
O estado abriu processo de
seleção de organização social para gestão compartilhada do hospital em Uruaçu,
que vai funcionar com parte geral, maternidade e oncologia. A unidade de saúde
passará a operar com novo perfil de atendimento em até 60 dias, segundo
previsão oficial.
“Já fizemos chamamento da
gestão do hospital em Uruaçu para parte geral, maternidade e oncologia. É um
hospital que vai ficar muito mais caro que o custo de hoje, mas as estruturas
não serão desmobilizadas. Terão seu perfil mudado para atender geral e
maternidade”, disse Alexandrino.
Uma ala do Hospital Geral de
Goiânia (HGG), transformada temporariamente em UTI para pacientes com Covid,
também já voltou a ser usada com a sua finalidade original de amparo a pacientes
paliativos.
Além disso, o hospital de
campanha na capital, que tem apresentado baixa no número de internações de
pacientes com Covid, passará a funcionar como a nova unidade materno infantil.
A expectativa é de que seja o último a ser desmobilizado, por ser referência
para tratamento a pessoas com a doença no estado.
O Hcamp de Goiânia estava com
apenas 20% de ocupação dos leitos de UTI Covid na segunda-feira.
Leitos UTI Covid
Veja histórico do número de vagas
em UTI Covid para adultos em Goiás, segundo dados do governo estadual:
·
Outubro/2021:
410
·
Setembro/2021:
494
·
Agosto/2021:
587
·
Julho/2021:
597
·
Junho/2021:
587
·
Maio/2021:
567
·
Abril/2021:
559
·
Março/2021:
418
·
Fevereiro/2021:
396
·
Janeiro/2021:
257
·
Dezembro/2020:
251
·
Novembro/2020:
258
·
Outubro/2021:
270
·
Setembro/2021:
318
·
Agosto/2020:
299
·
Julho/2020:
292
·
Junho/2020:
193
·
Maio/2020:
113
·
Abril/2020:
83
·
Março/2020:
68
“Vacinação
em massa”
A desmobilização dos leitos de
Covid deve aumentar, conforme mais pessoas receberem a vacina. “A gente vai ter
campanha de vacinação no próximo ano inteiro, porque é preciso vacinar em massa
toda a população”, disse o secretário.
“A tendência é diminuir
bastante [o número de leitos Covid], até que não tenha necessidade de ter
unidades específicas e que a doença passe a ser tratada como as demais, mas com
necessidade de isolamento das pessoas contaminadas”, afirmou Alexandrino.
Agora, com a diminuição de
pacientes internados com Covid, o estado também promete retomar a realização de
cirurgias eletivas, que foram suspensar durante o período crítico da pandemia.
No total, mais de 1,3 mil pessoas aguardam por esse tipo de procedimento.
A diminuição de vagas de
internação para pacientes contaminados com o coronavírus também ocorre na rede
privada.
O presidente da Associação dos Hospitais
Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg), Haikal
Helou, disse que as unidades de saúde associadas têm 186 leitos de UTI, com
35,5% de ocupação, e 222 leitos comuns, com 16,2% ocupados.
“Os hospitais estão
desmobilizando os leitos que foram destinados a pacientes com Covid por causa
da diminuição na demanda e voltando a convertê-los para as suas finalidades de
origem”, afirmou ele.
(Portal Forte News)
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